Documentário “Escola das Américas”, dirigido por John Smilhula
A partir de entrevistas com diversas autoridades, o cineasta Smilhula revela o funcionamento do centro de treinamento, por onde passaram mais de 62 mil oficiais militares latino-americanos, entre os quais torturadores que violaram direitos humanos em países como Brasil, Argentina, Chile, Paraguai e Uruguai.
O filme conta a história desse centro de especialização de técnicas de tortura, desde sua criação no Panamá, em 1946, até a transferência, em 1977, para o Fort Benning, na Geórgia, onde recebeu a denominação de Instituto de Cooperação para a Segurança Hemisférica. [ABI]
O documentário traz também comentários de Noam Chomsky, Eduardo Galeano, Michael Parenti e outros, sobre a política externa americana na América do Sul e América Latina, abordando a militarização, globalização, segurança nacional e o chamado terrorismo internacional.
Apresenta depoimentos pessoais de vítimas da violência e da repressão na América Latina e levanta questões e preocupações referentes aos verdadeiros objetivos da política externa americana na América do Sul e Latina.
Co-produzido por Andrés Thomas Conteris que por mais de 25 anos viaja através das Américas do Sul e Central em luta pela proteção de Direitos Humanos na região e contra as estratégias americanas de desestabilização política da região. Em Janeiro de 2005, recebeu o prêmio de Direitos Humanos pelas organizações de Honduras pelo seu trabalho denunciando o envolvimento de oficiais e políticos americanos nos esquadrões da morte em Honduras.
Em 2007, Conteris compareceu a Reunião do Senado americano para protestar contra a confirmação de John Negroponte como vice-Secretário de Estado. John Negroponte era no referido período Vice-Secretário de Estado, o segundo no comando de Condoleezza Rice no Departamento de Estado ds EUA. Seu cargo anterior no governo Bush havia sido o de Diretor de Inteligência Americana.
A participação de Negroponte na América do Sul e Central está diretamente ligada as atividades dos esquadrões do chamado Projeto Condor, responsável pelo assassinato de centenas de participantes de movimentos de esquerda na região. Também ligado a Escola da Américas, onde são treinados paramilitares envolvidos na tortura e assassinato de dissidentes. Recentemente a Escola das Amíricas mudou seu nome para “The Western Hemisphere Institute for Security Cooperation”.
Contribuição de Telma Alencar (Canadá).
FONTE: http://historiaemprojetos.blogspot.com/2009/02/documentario-escola-das-americas.html






Prezada Telma Alencar
Sua contribuição sobre este tema, a meu ver, a Escola das Américas é alvissareira, abre caminhos. Este assunto na América Latina ainda precisa ser mais pesquisado e sistematizado, envolve participação de refugiados nazistas no Cone Sul, como professor, instrutor, orientador pedagógico, psicológico e filosófico nesta escola de terrorismo e tortura.
Particularmente, quando eclodiu o golpe civil-militar em 1964, no Brasil, eu tinha 9 anos de idade, o pai era jornalista e foi preso, ficou mais de 90 dias à disposição das ”autoridades golpistas” e o jornal que ele trabalhava, O Democrata, em Campo Grande/MS foi empastelado e destruido a marretadas.
Depois o que se viu, que se tinha noticias, era dos golpes pela América Latina, inclusive com bombardeio aéreo contra Salvador Allende. Toda uma historia de Simon Bolivar foi enterrada, na atualidade o presidente, Hugo Chaves, está restaurando com maestria e coragem a memória deste Libertador das Américas.
Cresci ouvindo falar neste centro de treinamento especial, com participação na Operação Condor. Mas é como vejo, é parte da História que precisa ser esclarecida, inclusive para e pela linguagem cinematográfica.
Abraços,
José Luiz da Silveira Ballock