Oito de Março – Dia Internacional da Mulher


Oito de Março – Dia Internacional da Mulher: Feministas do PCB em luta para mudar o mundo!

Comitê Estadual do PCB/SP

A data foi sugerida pela comunista alemã, Clara Zetkin, como marco de comemoração na II Conferência Internacional das Mulheres socialistas em 1910. Na história foram muitas as lutas das mulheres entre elas, as campanhas pelo direito ao voto feminino, a ação das operárias russas que contribuíram para a revolução soviética, quando saíram às ruas contra a fome, a guerra e a tirania. A data nos remete ainda, entre outras lutas, às das operárias têxteis de Nova Iorque (EUA), em 1857, em greve por igualdade salarial e melhores condições de trabalho, que culminou, com a intolerância patronal determinando que se ateasse fogo à fábrica, matando assim as 129 mulheres que lá estavam. A data foi sendo construída no mundo pelas mobilizações das mulheres trabalhadoras, feministas, de todo o mundo, até que em 1975, a ONU reconheceu e sancionou o Oito de Março como Dia Internacional da Mulher.

Muita força na retomada da luta antiimperialista e anticapitalista na Améria Latina!

É notória, nos últimos anos, em todo o mundo e, em particular, na América Latina, a ascensão política dos movimentos contra-hegemônicos na luta contra o capitalismo. Em contraposição aos ditames do capitalismo ganham importância as experiências dos partidos e movimentos populares resistindo à globalização neoliberal: neste plano estão as lutas das mulheres latino-americanas.

Reagrupar as forças revolucionárias para cumprir as tarefas da revolução brasileira!

Reafirmamos a necessidade de unificação dos comunistas no seu leito histórico, a partir de um processo de unidade de ação, respeitando os ritmos e as culturas de cada organização, avançando na realização do poder popular, construindo uma hegemonia econômica, política, cultural, filosófica e moral na sociedade burguesa (uma contra-hegemonia ao modo de produção capitalista, uma hegemonia proletária), rumo ao socialismo.

Fim ao etapismo!

As comunistas do PCB temos uma formulação quanto ao caráter/estratégia da revolução brasileira: não cremos no etapismo, em alianças com uma burguesia que de nacional nada tem porque aliada ao capital internacional e com um capitalismo por aqui já plenamente desenvolvido. Nosso aliado é a classe operária e é com ela que vamos criar as Frentes em Defesa das Trabalhadoras na luta pelo fim da exploração e opressão sobre as mulheres, pelo fim do trabalho escravo. Políticas públicas só têm sentido se apontarem para o socialismo para o fim da exploração e opressão sobre as mulheres: fim da exploração capitalista, não ao trabalho escravo em nosso país.

Não há perspectivas nos marcos do desenvolvimento capitalista para a questão de classe porque o conceito de modo de produção não se limita à atividade econômica imediata remetendo à produção da totalidade da vida social ou ao modo de existência mesmo o cotidiano.

As mulheres comunistas visamos, com nossa luta, mudar a face do mundo: pelo fim das guerras, do imperialismo, do machismo, do racismo, da mercantilização dos corpos das mulheres, do preconceito: autonomia para as mulheres.

Não à divisão sexual de trabalho e os salários diferenciados para a mesma função, não à Reforma de Lula, especialmente a da Previdência e às constantes ameaças de seu governo de perda de direitos. Criação de Comitês em Defesa das Trabalhadoras: fim do trabalho escravo, do tráfico de mulheres, do assédio moral, das despedidas em massa, dos ritmos e metas de produção exigidos, do trabalho informal sem direitos.

Solidariedade às mulheres do mundo que sobrevivem e lutam contra a violência, nas ruas, nas favelas, às vítimas da guerra, seja no Iraque, Palestina ou Haiti e nos vários conflitos produzidos e estimulados pelo Imperialismo, inclusive a opressão sobre Cuba e o isolamento econômico ao qual este país está submetido! Pela autodeterminação dos povos: liberdade para a América Latina.

Não à indústria da beleza que escraviza as mulheres colocando suas vidas em risco. Discutir com a sociedade propostas sobre o controle do conteúdo nos meios de comunicação, sobre a socialização e democratização de tais meios.

Maternidade não é destino! Pelo respeito à laicidade do Estado. As mulheres tomam livremente as decisões no que se refere ao seu corpo, sua sexualidade e sua fecundidade. Elas decidem por si mesmas ter ou não filhos. Pela legalização do aborto. Cabe ao Estado garantir as condições para a livre decisão das mulheres.

Incentivos à divisão das responsabilidades familiares (educação e cuidado das crianças dos idosos, das tarefas domésticas) e prover apoio concreto às famílias, como creches adaptadas ao horário de trabalho dos pais, cozinhas comunitárias, lavanderias públicas, programas de auxílio às crianças com seus deveres de casa etc.

Pela erradicação da violência contra a mulher! Pela implementação da Lei Maria da Penha e dos Tratados e Convenções sobre a violência dos quais o Brasil é signatário, não evidentemente como um apanágio para solução do problema mas sim como parte de um programa maior para erradicar a pobreza e a violência contra a mulher.

Pela desconcentração das riquezas e meios e dos meios de produção: fim às privatizações do Governo Serra. Por um novo modelo de produção no campo sem o agro negócio voltado para a exportação, sem o domínio das transnacionais, respeito à cultura e tradições alimentares do Brasil (soberania alimentar).

Pelo rompimento à ordem capitalista vigente, rumo a uma sociedade sem classes, sem opressão e exploração!

OUSAR LUTAR, OUSAR VENCER!

FONTE: http://pcbfranca.vilabol.uol.com.br/documentos/estadual_oito_mar2008.htm

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