O “NOVO” e o Movimento Estudantil, no contexto da velha “Universidade Nova”.


O "NOVO"...

(texto de 2008)

“Heráclito: tudo é e não é, pois tudo
flui, tudo se acha sujeito a um processo
constante de transformação, de
incessante nascimento e caducidade

(Engels, Do Socialismo Utópico
ao Socialismo Cientifico).

É certo que em determinado sentido um processo político[1] é sempre novo (e velho), novo porque não retorna ao passado e velho porque carrega junto retalhos do antigo, o ciclo é apenas aparente, uma força política quando recua não volta ao que era antes, degenera. O novo mesmo que subordinado aparece, nas novas caras, na conjuntura mudada, nem mesmo o Dom Pedro conseguiria repetir um reinado exatamente igual ao passado nos dias atuais! Desvencilhados da metafísica (pureza estática) compreendemos que o novo e o velho se combinam em cada processo.

Então em que sentido é pertinente questionar a novidade ou velhice? Na hegemonia ou subordinação dos elementos novos e velho, no além das aparência. O velho de cara nova NÃO é apenas velho, mas ainda assim hegemonicamente velho, assim como o novo de cara velha (ou nova) é hegemonicamente novo, com elementos velhos subordinados.

Como o retrógrada não se autodenomina, precisamos estudar atentamente. Seria mais fácil se as velharias andassem por aí com uma placa enorme dizendo “ARCAICO”, o problema é que muitas vezes não tem consciência de sua caduquice, quando se sabe conservador é invariavelmente oportunista e faz questão de usar máscara (um verdadeiro baile de máscaras!).

No ensino superior brasileiro a confusão entre avançado e ultrapassado serve ao status quo:

Velhas idéias e propostas são apresentadas por este projeto “Universidade Nova”. Para além dos conceitos mercadológicos a proposta apresenta antigas idéias que em nada modificam a estrutura da universidade brasileira. Destacamos dois pontos para compreendermos este projeto: a sua relação com o Processo de Bolonha; e a questão do bacharelado interdisciplinar e o fim do vestibular.

Citado em seu manifesto, a “Universidade Nova” possui uma estreita ligação com o Processo de Bolonha. Elaborado nos anos 90 pela União Européia, este processo visa inserir a educação superior dos países europeus no grande mercado internacional. O Processo propõe a construção de um sistema educacional conciso e massificado, o que na verdade é a criação de “escolões” que serviriam para elevar o número de mão-de-obra para o mercado. Evidentemente que esse sistema ignora e nega uma formação crítica dos estudantes.

O projeto ainda propõe a criação dos “bacharelados interdisciplinares”, cursos de 3 anos que ofereceriam uma formação vaga em humanidades, artes, tecnologia ou ciência. Após esse período, o aluno disputaria uma vaga nos cursos profissionais. Para além da formação vaga nos cursos iniciais, esse modelo traria de volta o fantasma dos ciclos básicos ranqueadores que obrigaria os estudantes a competirem duramente entre si para conseguir vagas nas profissões desejadas.

A “Universidade Nova” ainda propõe o fim do vestibular. Sempre defendemos o fim do vestibular como forma de democratizar o acesso às universidades. Mas essa medida deve vir, necessariamente, acompanhada de outras que transformariam a atual estrutura da universidade brasileira, pois sem isso o fim do vestibular em nada ajudaria para mudar o modelo existente.[2]

No compasso da “Universidade Nova” o Governo Lula decretou a criação do REUNI[3] que é a aplicação dessa concepção de universidade à realidade .

Na prática do movimento estudantil, como os grupos se relacionam com a contra-reforma universitária (Universidade Nova)? Vamos tratar aqui algumas manifestação particulares que são emblemáticas.

Em 2007 na UFSM (Universidade Federal de Santa Maria) uma chapa concorreu à direção do DCE daquela universidade com o atraente nome “Novo Rumo”, em 28 de julho daquele ano escrevi um pequeno comentário sobre o assunto:

Chapa “Novo Rumo”? Novo só faz sentido se significar repetição (de novo). Por um momento durante o debate (31.07.2007) na União Universitária (Campus UFSM) pensei estar dentro de um simulador de “Realidade Virtual”, que me remetia aos antigos debates de campanhas para DCE da UFSM, como em 2003 quando a “Identidade Acadêmica” concorreu ou 2006 quando a “Cinética” participou do pleito. A semelhança não fica no palavrório vazio, a chapa “Novo Rumo” repete até os componentes e ainda tem a desfaçatez de se autoproclamar “NOVO”, que rumo seria esse? O rumo do sucateamento da Universidade? O rumo da desarticulação completa do Movimento Estudantil (ME), que a chapa espertamente chama de “outro método” de fazer ME? Seria o rumo das privatizações abertas ou camufladas? O rumo talvez do aparelhamento para fins empresariais da estrutura do DCE? Nada de novo “sob o sol” da velha direita, o mesmo conteúdo, que as vezes aparece em versão piorada. As velhas raposas sob novo rótulo. Os velhos rumos estão de cara nova, mas não se enganem, é a velha “cinética”, ou seria “Identidade Acadêmica”, talvez ainda “Novos Rumos” (a chapa que desarticulou o DCE em 2001)[4].

Antecipava o que confirmou-se logo depois. Vejam de que novidade se tratava o “novo método de fazer ME”:

Eduardo Galeano: “… outro dia eu escutei um cozinheiro que reuniu as aves, as galinhas, os gansos, os faisões e os patos, escutei. O cozinheiro perguntava com que salsa queriam (as aves) ser comidas. Uma das aves, creio que uma humilde galinha, disse ‘nós não queremos ser comidas de nenhuma maneira’ e o cozinheiro esclareceu ‘isso está fora de questão’. Me pareceu interessante a reunião porque isso é uma metáfora do mundo. O mundo está organizado de tal maneira que temos o direito de eleger a salsa com a qual seremos comidos…”. Sexta-feira, dia 30 de novembro de 2007, no campus da UFSM me deparei com um faixa com a seguinte frase “DCE – POR UM REUNI DEMOCRÁTICO”. Se a faixa for autêntica, o DCE da UFSM está propondo aos estudante e a sociedade que “democraticamente” elejam com que REUNI legitimarão o aprofundamento do processo já em curso de sucateamento da Universidade Pública no Brasil.[5]

A chapa “Novo Rumo” cumpriu “seu destino”, apoiou o REUNI, somou forças para desarticular o ME na UFSM. Não reelegeu sua herdeira política, mas o processo mais geral de falsas novidade segue seu curso e com uma semelhança (ou mesmice?) desconcertante, na UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) uma chapa concorreu a eleição ao DCE neste ano de 2008, sob o nome “Boas Novas” e venceu as eleições.

Não há dúvida, muitas pessoas da chapa “Boas Novas”, que apoiaram e inúmeras que apostaram nela são progressistas, querem melhorar a universidade, algumas até são de esquerda. Porém é necessário analisar o “princípio norteador”, ou melhor, o sentido hegemônico do processo. Para tanto citemos uma entrevista que sintetiza as idéias propagandeadas pela chapa:

Acho que o que mais ganhou votos é, principalmente, o princípio norteador da campanha: a gente precisa de uma nova cara para o movimento estudantil, um novo método de fazer as coisas. Não basta só reivindicar, só gritar, só reclamar.[6]

Presumo que o “só reivindicar, só gritar, só reclamar” seja uma referência ao fenômeno das ocupações de reitorias que sacudiu as IFES brasileiras, Unifesp, UFRJ, UFBA, UFPR, UFS, UFC, UFRJ, UFSCAR, UNIR, UFBA, UNIR, UNIRIO, UFRRJ, UFES, UFPE, FSA, UFF, UNIFESP e UFSC, numa clara demonstração coletiva de repúdio ao REUNI e pela construção da Universidade Popular.

O que seria “uma nova cara, um novo método”? Será algo parecido com a “Novo Rumo” (DCE-UFSM)?

Vamos às justificações para tal posicionamento, que diferencia a chapa “Boas Novas” (diga-se de passagem é também uma expressão bíblia muito antiga!) das demais. Tomemos a argumentação de Fernando Bastos, representante da referida chapa em entrevista à Rádio Ponto (UFSC):

“o que define a chapa (Boas Novas) como oposição é uma determinada postura frente a uma determinada forma de se fazer ME (…) Lançamos a chapa quando partimos de um determinado aspecto, de uma realidade que é a de que o DCE em essência não existe para a grande maioria dos estudantes, hoje o ME não faz diferença nenhuma para a grande maioria dos estudantes, agente passa em sala e fala: o que aconteceria se o DCE acabace hoje? Pouquíssimas salas temos alguma espécie de manifestação, quase diferença nenhuma existe para a grande maioria dos estudantes. E hoje o DCE não existe, o ME não existe porque muitas vezes parece que está preocupado com outras coisas que não é a vida do estudante. O próprio companheiro aqui acabou de falar que a única assembléia que o DCE fez na última gestão foi para discutir o congresso da Conlutas o Sindicato Nacional, que é importante sim o sindicato dos trabalhadores, mas eu acho que não deve ser a prioridade do DCE. Para recuperar o respeito, a credibilidade frente aos estudantes tem que pautar a sua vida a partir da realidade pela ralidade dos estudantes, o cotidiano dos estudantes. A gente discute muitas vezes Universidade Popular, mas não discute o que é qual que é o currículo que temos em sala de aula, que tipo de currículo temos que ter, qual é a qualidade da aula que temos dentro da nossa sala de aula, o DCE tem que começar a se preocupar com esse tipo de coisa, porque aí sim o estudante que o ME pode ir um pouco além do reivindicacionismo, que o ME pode ir um pouco além do que está posto, pode realmente fazer a diferença na vida dele, como qualificação profissional, mostrar que representação política, realmente serve para alguma coisa.[7]

Confunde ME com DCE ou reduz um ao outro?

Segundo Fernando a chapa partiu da realidade da NÃO existência do DCE e do próprio ME. Resta saber de onde retirou tal informação. Logo adiante informa que ao passar nas salas e questionar sobre o que haveria se ME e DCE desaparecessem, nenhuma reação dos estudantes teria observado. Cabe aqui outra pergunta, como algo que NÃO EXISTE pode desaparecer? Mas não contente em “ameaçar” os estudantes com o fim que ele próprio havia dado por desaparecido, Fernando consegue outra proeza sofística, justifica sua proposição inicial com a suposta não manifestação do estudantes!

Entende-se porque os estudantes supostamente se calaram, pois não há sentido na pergunta! Vejamos como ficaria o diálogo:

“Boas Novas”: – As entidades X e Y não existem.
“Boas Novas”: – O que os estudantes fariam se elas desaparecessem?
“Estudantes”: – Silêncio… (?!)
“Boas Novas”: – O silêncio é a “prova” de que não existem mesmo!

Como o ME existe e organiza a luta de base, realiza ocupações de reitorias, conquista avanços concretos e principalmente se contrapõem e barra a contra-reforma universitária, outra significação deve ter a afirmação de que o ME e o DCE “não exitem para a grande maioria dos estudante” (se é que há algum sentido na afirmação). Pode ser que o representante da “Boas Novas” estava confundindo a realidade com o que ele ACHA que os estudantes pensam da realidade. Ainda assim seria temerário afirmar que “para a maioria dos estudante o DCE e o ME não existem” sem maior apoio empírico.

Com certeza o ME existe apesar da inoperância de sua principal entidade a UNE, que é aparelhada pela ultra-oportunista UJS/PCdoB (correia de transmissão do governo Lula no ME), o ME no ano de 2007, principalmente, demonstrou força e combatividade como há muito não ocorria.

O que seria a vida dos estudantes para a chapa que Fernando representa (ou para ele)? A conceituação que ele expôs do real é idêntica à noção do individualismo abstrato burguês, é real o imediato, o fragmento, a parte, o cotidiano. Certamente subestima a inteligência dos estudante que não ignoram a realidade de uma crise mundial, por exemplo, em suas vidas. Não estou negando a possível hegemonia do senso burgues, estou observando que Fernando rebaixa a consciência dos estudantes ao nível do mais superficial possível para tentar justificar sua própria posição. Não se pode concordar com tal “nivelamento por baixo” e MUITO MENOS com a acomodação ao senso comum, supostamente justificada pela nível de consciência estudantil.

Entende-se porque o Fernando acha que a Universidade Popular não discute currículo e qualidade das aulas, porque ele nem faz idéia do que seja Universidade Popular, está desinformado (ou de má fé?).

É um fato reconhecido que fazer a mediação entre a expressão idealizada das relações sociais dominantes, em outras palavras, o senso comum ou senso hegemônico burguês e a consciência coletiva mais avançada é um desafio. Frente ao desafio surge a questão de o que fazer.

A chapa (Boas Novas) discorda do ME combativo, que tem seus problemas evidentemente, mas na essência está correto na perspectiva histórica progressista, popular e de esquerda. Mas NÃO discorda da realidade da contra-reforma universitária! Assim entende-se porque tal chapa é a predileta da UJS/PCdoB (a manifestação de apoio foi feita durante a formação da chapa) e dos setores mais conservadores da universidade, que votaram em massa na chapa “Boas Novas”, isso pode ser visto claramente observando-se a votação em cada centro e pelo comportamento das forças durante o processo! É muito compreensível que o campo majoritário na diretoria da UNE (UJS e companhia) tem interesse na apatia do ME frente aos ataques à Universidade.

Começa aparecer nos primeiros passos a maneira “nova” no discurso (e uma prática) “marqueteira”: “Acho que o que mais ganhou votos é… o princípio norteador da campanha: a gente precisa de uma nova cara para o movimento estudantil, um novo método de fazer as coisas”, emerge na entrevista, nos debates e no processo eleitoral um modo bastante particular de fazer, que de novo só tem o nome (perdão nem o nome é novo):

… marqueteiros, estes têm grande tendência a reproduzir o cínico ditado: ‘O freguês tem sempre razão’ (…) Regra e ironia do mercado, no qual não se discute com os fregueses. Hipocritamente aceita-se tudo que os fregueses afirmarem, mesmo que uns estejam afirmando o completo oposto de outros. Tudo é aceito para não se aceitar nada! Concorda-se com os fregueses para enganá-los e lhes impor o que é bom para a empresa. Os fregueses precisam pensar que mandam. Em política este raciocínio de mercado é uma tragédia, sobretudo para a formação dos ativistas, pois desestimula a difusão de idéias novas, uma vez que, quando novas, as idéias são pensadas por poucos e contrapõe-se às idéias da maioria dos eleitores.”[8]

Não podendo ser contra (aceita o status quo), autoriza-se o simples papel da proposição, admite de antemão que aperfeiçoando o que aí está resolveremos todos os problemas. Na sombra do degenerado “sindicalismo propositivo”, desenvolve-se então o “ME propositivo” acoplado ao “Governo Propositivo” de Lula. Na esteira da “Universidade Nova” aparece a “Boa Nova” universitária.

Na verdade, o tratamento da questão escolar no Brasil (a análise e a proposta de escola) passa por dois momentos: primeiro, com um caráter de negatividade, o momento da crítica das propostas transpostas para o Brasil; e em segundo lugar, o momento afirmativo (positivo), que consiste na elaboração de uma proposta escolar sedimentada no contexto da realidade brasileira, fruto da análise desta mesma realidade particular.[9]

Parece patente que para propor o novo é necessário negar o velho, mas quando nada é negado subentende-se que nada de novo foi proposto. Ou quando se nega tão somente o que há de mais avançado no ME, de mais combativo, com a desculpa de que “precisamos de uma cara nova”.

A pobreza do raciocínio não reside apenas na fragmentação da realidade, rebaixando o debate aos limites do curso, aceitando o ditame do individualismo burguês, também aparece numa certa “esquizofrenia da não negação”, ou seja, um discurso acrítico que evita a todo custo qualquer espécie de negação, confessando desde o princípio que não pode ser novo, já que aceita o velho. Isso remete quase automaticamente ao triste fenômeno da “nova” esquerda que “começou a dizer sim”.

A realidade burguesa é prenhe de conflitos, a exigência do novo está sempre na ordem do dia, a partir de tal necessidade e colado no senso comum, o oportunismo “lança sua rede”. Em suma é o velho de cara nova. Seu lema é “vamos fazer alguma coisa” (mesmo que seja para deixar tudo como está).

Retomando a questão inicial, a pergunta mais importante é se apenas uma “cara nova” suporta o novo ou se apenas dá uma forma de desenvolvimento mais adaptada à conjuntura à catástrofe do velho? Parece que a resposta é a segunda opção, pelo menos tem sito, será que nos surpreenderão?

O equívoco dessas formulações não se restringe a tomar como puro o diverso, é ainda pior, purifica o conjunto com os elementos subordinados. A aparência é vista como essência. Assim desnuda-se a farsa do “NOVO”.

O conceito de “reforma social” transforma-se no oposto e é ocupado pela contra-reforma neoliberal, que aos poucos vai reduzindo todas as conquistas sociais. O senso neoliberal já é um consenso que atinge o reformismo, o qual NÃO consegue fazer mais do que dar expressão às ideologias retrógradas de uma época passada, como oposição aparente, ou à fracas adaptações delas, mesmo com o recente abalo causado pela crise, os tentáculos do neoliberalismo ainda se alastram.

Na luta política (luta de classes) seja em que espaço social o novo (que não é puro) é aquele que aponta para a superação do velho modo de produção burguês e o velho (mesmo de cara nova) é aquele que não nega o capitalismo e suas formas, apenas procura lubrificar suas engrenagens, disfarçado sempre sob “novas etiquetas”.

A fim de alcançar seu próprio conteúdo, a revolução (…) deve deixar que os mortos enterrem seus mortos. Antes a frase ia além do conteúdo; agora é o conteúdo que vai além da frase.” (Karl Marx)

Para encerrar, Georges Politzer, o grande filósofo comunista fuzilado pelos nazis: “o espírito crítico, a independência intelectual, não consistem em ceder à reação mas em não lhe ceder”.

NOTAS:________________
[1] Evidente que com político não quero dizer meramente eleitoral. Reitero apara garantir que nenhum leitor restrinja o conceito.
[2] Tese ao 50º Congresso da UNE (2007). PRÉ-TESE a hora é essa! 50º Congresso da UNE 4 a 8 de Julho – Brasília (DF). Fonte: http://horaeessa.blogspot.com/search/label/Teses.
[3] DECRETO Nº 6.096, DE 24 DE ABRIL DE 2007. Institui o Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais – REUNI. Fonte: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2007/Decreto/D6096.htm.
[4] Fonte: https://dariodasilva.wordpress.com/2007/07/28/dce-ufsm-eleicao-2007/.
[5] Fonte: https://dariodasilva.wordpress.com/2007/12/03/dce-ufsm-e-o-reuni-democratico/.
[6] Fonte: http://www.cotidiano.ufsc.br/cotidiano/exibe.php?id=1836.
[7] Fonte: http://rapidshare.com/files/160964730/programa_debate_DCE.mp3.html.

[8] Este texto foi apresentado, com outro título, na 17a. Reunião Anual da ANPEd (Associação Nacional de Pós-graduação e Pesquisa em Educação), no G.T. Trabalho e Educação.
Paulo Sergio Tumolo é professor da Universidade Federal de Santa Catarina – Centro de Ciências da
Educação/EED; doutor em Educação: História e Filosofia da Educação pela PUC-SP. Fonte: http://www.fnm13demaio.net/jfnm/images/stories/_textos/TXTPTGR101.pdf.
[9] Reflexões sobre cinco anos de política estudantil. Fonte: http://estudosvermelhos.blogspot.com/2008/10/reflexes-sobre-cinco-anos-de-poltica.html.

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6 comentários em “O “NOVO” e o Movimento Estudantil, no contexto da velha “Universidade Nova”.

  1. Eleições diretas! Sempre isso. Desde Napoleão III na França, passando por TODAS as eleições que o Brasil já teve. Sempre farsa. Nunca o povo manda em nada.

    Precisamos de uma democracia de novo tipo. precisamos de poder popular. As eleições diretas são o que existe de mais oposto à democracia, de mais oposto ao poder do povo.

    Que nos DCEs, onde a esquerda é tão forte, ainda utilizem a democracia capitalista é mesmo uma vergonha, uma traição e mais… uma burrice!

  2. Caro Alex,
    Sem dúvida, questionar a estrutura democrática-burguesa nem passa pela cabeça do “NOVO”, nós é que DEVEMOS fazer essa discussão e CONSTRUIR na prática o PODER POPULAR. Seu texto “Reflexões sobre cinco anos de política estudantil” denuncia o “eleitoralismo” no ME e estou em acordo! A questão mais importante é como e de que processos participamos. Muitas universidades não têm sequer eleição para reitoria e a primeira luta por democracia muitas vazes passa por pleitear eleições para reitor, mas é evidente que não podemos perder de vista os limites da própria eleição, devemos exigir o CONTROLE POPULAR DA UNIVERSIDADE: – UNIVERSIDADE POPULAR.
    Este texto não tem ainda a pretenção de aprofundar o debate, são algumas reflexões sobre algumas forças políticas claramente oportunistas que se desenvolvem no ME e que servem de HOSPEDEIRO para a REAÇÃO executar sua política.

  3. É necessário reafirmar que muitos (as) estudantes que apoiaram a chapa “Boas Novas” são progressistas, querem uma universidade melhor, um mundo melhor, mas que por obra das circunstâncias foram envolvidos num processo que não conhecem profundamente e que podem, ao observar e refletir sobre a prática política, adotar uma postura crítica. De forma alguma podemos homogenizar o grupo envolvido com a “Boas Novas”. A crítica aqui é endereçada é à hegemonia do processo.

  4. Lúcida observação de Olegario Da Costa sobre o resultado da eleição:

    “Como se pode ver, destacam-se o CCE (77%), o CCJ (86%) e o CTC (86%). O CSE vem em terceiro lugar, com 60%. Os dados atestam que a chapa 1 teve um impacto maior no quintal dos demollays (Direito), na praia da direita do CTC e no coração do 21 de junho (o CSE). Quanto ao CCE, não sei explicar. O CFH onde, segundo Fernando Bastos, a chapa 1 venceu “de lavada” apresentou 50% dos votos, ou seja, não venceu de lavada lá, mas sim houve uma forte divisão.”(*)

    Esse modelo de “democracia” favorece as manobras que sufocam a democracia de base. Mostra também que não só favorecem com tornam aficiente a simbiose entre oportunismo e direita clássica.

    * Fonte: prometeudesacorrentado.blogspot.com/2008/11/em-resposta.html

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