PCB solidário com a luta dos Praças de Santa Catarina


PCB: 87 ANOS DE LUTA PELO SOCIALISMO!
PCB: 87 ANOS DE LUTA PELO SOCIALISMO!

O Partido Comunista Brasileiro – PCB manifesta solidariedade ao Movimento das Esposas e Familiares dos Praças, à Associação de Praças de Santa Catarina (Aprasc) e ao Deputado Sargento Amauri Soares, em luta por melhorias na segurança pública catarinense.

Na manhã de 22 de dezembro foi deflagrada a paralisação das instituições militares em Santa Catarina, alcançando 34 unidades militares totalmente paralisadas, entre batalhões, guarnições especiais, pelotões e destacamentos.

A principal reivindicação da Associação é o cumprimento da Lei Complementar 254, sancionada em 2003. A Lei 254 estabelece um reajuste escalonado de salários, de até 93%, em que o menor seja apenas um quarto do maior. Até agora foi pago apenas metade do que o governo estabeleceu. A última vez que os praças da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros receberam reajuste salarial foi em 15 de novembro de 2005. A Aprasc também quer a efetivação do Plano de Carreira, aprovado em 2006, para que as promoções e movimentações funcionais ocorram mais rapidamente.

No último dia 27, foi anunciada a suspensão temporária do movimento até 07 de janeiro, em nota pública emitida pelos praças (da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros), esposas e familiares.

Numa atitude fascista, cerceando a liberdade de imprensa, o governador do Estado de Santa Catarina, através do pedido judicial, solicitou a suspensão do sítio eletrônico da Aprasc e do Deputado Estadual Sgt Soares. O site da Aprasc foi retirado do ar por 90 dias e o site do deputado também está inacessível.

Sindicatos e movimentos sociais de Santa Catarina divulgaram nota de apoio ao Movimento, solidarizando-se com a categoria. A militância do PCB em Santa Catarina e o Comitê Central do Partido se colocam à disposição do movimento para o apoio que for necessário.

PCB – Partido Comunista Brasileiro

Secretariado Nacional

Comitê Regional de Santa Catarina

Base de Florianópolis

FONTE: http://pcbfloripa.blogspot.com/2008/12/pcb-solidrio-com-luta-dos-praas-de.html

Leia também: Nota pública de praças, esposas e familiares sobre a suspensão temporária do movimento

Assista: http://br.youtube.com/user/aprasc

Anúncios

4 comentários em “PCB solidário com a luta dos Praças de Santa Catarina

  1. APOSENTADOS EM SUA ÚLTIMA JORNADA!

    Escreveu Carlos Fernando Priess (*)

    Sempre se falou, no interior, que “cavalo velho se coloca em pasto sem capim”, pois, já vencido pelo cansaço, pela exaustão, melhor para o mau e insano criador, que o velho cavalo, já cheio de escoriações, morresse mais depressa. Assim são, os aposentados deste país, elegeram o Presidente Lula, na esperança de melhorarem as suas aposentadorias, mas, lá se vão quase dois mandatos e o líder dos trabalhadores, esqueceu da classe mais sofrida.

    Os contratempos da vida lhe impingiram, no decurso de seus anos de trabalho, muito sofrimento, hoje, até o caminhar, para enfrentar as filas dos bancos e da previdência, lhe causa muita sofreguidão. Tal qual o cavalo magro que não encontra abundância de um pasto verde, os aposentados, hoje, têm uma nova jornada, esperar que o Governo, pague uma aposentadoria decente, nos termos daquilo que contribuíram, duramente, durante trinta ou mais anos.

    Como hoje, para os poderosos, não têm mais utilidade, melhor que morram os velhos, mais cedo. Nosso desgastado Congresso, na maioria de seus membros, faz aquilo que o Poder Central quer e não impõe Justiça para os aposentados.

    Quanto aos cavalos velhos, atualmente, até quase não se vêem mais o mau trato, pois, as associações protetoras dos animais estão atentas, mas o aposentado está completamente abandonado. E a defasagem das Aposentadorias acima de um Salário Mínimo obriga a todos irem à luta, tirando inclusive, o lugar para os mais jovens.

    Esquecem esses “líderes” que levamos ao poder, que os aposentados, já cumpriram a sua missão, com esforços excessivos e milhares deles, de forma cruel, enquanto eles estão garantidos com ricos proventos, mantidos pelo povo.

    Com a alegação de defenderem os cofres da previdência, tão espoliados pela corrupção, covardemente, o poder executivo impõe as suas regras desumanas.
    Querem os aposentados, em verdade, é de sossego com “um pastinho verde” onde possam com a melhoria nos seus rendimentos, terminar a sua jornada mais tranqüilamente, se alimentando melhor e racionalmente, pois, devido à situação precária, até seus dentes perderam ao longo de sua caminhada.

    Com a eleição do atual Presidente, milhões de aposentados, deram graças a Deus, pois acharam algo de oportuno e sublime havia acontecido, já que alguém, que parecia ser dotado de sensibilidade e coragem iria restabelecer os direitos, daquele que trabalhou e contribuiu, para ter uma velhice com conforto. Ledo engano, pois Lula não ouve os aposentados.
    Ao longo dos últimos onze anos, desde, portanto, que Fernando Henrique chegou à Presidência da República, os valores do salário mínimo têm sido corrigidos em percentuais acima da reposição aplicada aos pensionistas e aposentados da Previdência Social que percebam acima do piso básico. A situação é a seguinte: o INSS tem 25 milhões de aposentados e pensionistas. Deste total – vejam só – 75% ganham salário mínimo. Consequentemente, 25% ganham mais do que este valor. E tudo continua no mesmo. Aqueles que contribuíram com cinco, dez salários mínimos, daqui a pouco, estarão ganhando apenas o mínimo.
    Os cofres públicos têm dinheiro, até para financiar obras no exterior, como na Argentina, Chile, Equador, Paraguai, Uruguai, Bolívia, Peru, Venezuela, Namíbia, Angola, Moçambique e outros países que tiveram obras públicas financiadas pelo Brasil. Além do BNDES, o Banco do Brasil também opera mecanismo parecido, através do PROEX (para financiamento de exportações), com semelhança idêntica à do BNDES. A triangulação implica diversas impropriedades: Trata-se de empréstimos disfarçados a países estrangeiros.

    O dinheiro público brasileiro está sendo usado para financiar obras no estrangeiro, sem nenhum processo concorrencial que permita a participação de outras empresas brasileiras eventualmente interessadas e, até emprestar para o FMI, já aconteceu. Isto prova que o país cresceu o que é importante, mas para o aposentado, tolhido em seus direitos, só se fala em déficit da previdência.
    (*) Advogado/Economista – carlos@priess.com.br
    75 anos aposentado.
    Itajaí – Santa Catarina

  2. O PETRÓLEO DO PRÉ-SAL É NOSSO!
    Escreveu Carlos Fernando Priess (*)
    “Depois que me vi condenado a seis meses de prisão, e posto numa cadeia de assassinos e ladrões, só porque teimei em dar petróleo à minha terra, morri um bom pedaço na alma”. (Monteiro Lobato)
    Pensar que o escritor e poeta Monteiro Lobato, tenha sido preso, por ter tido a audácia de lutar em favor da sua idéia e convicção, de que existia petróleo no Brasil. Chegou a escrever, entre suas obras, o livro “O poço do Visconde”, no qual é descoberto petróleo no “Sitio do Pica-Pau Amarelo”.
    Hoje, somos auto-suficientes em combustível e todos os seus derivados, graças a impetuosidade de tantos brasileiros, que levaram à frente a determinação de Monteiro Lobato. Como disse a Ministra Dilma Rousseff, encontramos petróleo “atrás do galinheiro”, na chamada camada pré-sal, uma faixa que se estende ao longo de 800 quilômetros entre os Estados do Espírito Santo e Santa Catarina, abaixo do leito do mar.
    Por enquanto, foram descobertas três bacias sedimentares e o petróleo encontrado, nessa área, está a profundidades que superam os 7 mil metros, abaixo de uma extensa camada de sal que, segundo geólogos, conservam a qualidade do petróleo.
    Temos, entretanto, que estar afirmando que este petróleo recém-descoberto é nosso, nos pertence, evitando que as poderosas forças do imperialismo, embora abaladas com a quebradeira americana, que sempre pensam numa recolonização de nosso país, possam querer nos transformar num Iraque.
    Como no passado, temos que manter viva a chama do nacionalismo, pois somos, finalmente, uma grande potência do petróleo, estando em nossa frente, apenas Irã, Iraque, Arábia Saudita e, quem sabe, a Venezuela.
    Segundo técnicos da Petrobras, as reservas de petróleo no pré-sal, somam algumas dezenas de bilhões de barris, cujo valor, atingiria 13 trilhões de dólares, o equivalente ao PIB (Produto Interno Bruto) dos Estados Unidos. Essas reservas pertencem ao Brasil, pertencem ao povo, como tem repetido o Presidente Lula.
    Trata-se de uma das maiores reservas de petróleo do mundo, graças a uma situação geológica única, brindada pela natureza na separação dos continentes africano e sul-americano. É necessário levar em conta também, que o Brasil hoje domina a tecnologia para a exploração em águas profundas, pois já atravessamos a barreira da camada de sal.
    A reserva de petróleo do Pré-Sal, numa extensa área de 800 km por 200 km, vem coroar 50 anos de exploração e nos dizer que teremos uma fase fantástica, pois são estimados volumes na ordem de 80 bilhões de barris, o que nos permitirá sanar em definitivo a dívida interna e externa.
    E nesta hora, é preciso estar atentos, pois se chegarmos a exportar os excedentes eventuais, que isto seja feito pela Petrobrás, para que o povo brasileiro possa então, usufruir dos benefícios dessa fantástica riqueza, pois é evidente que o petróleo irá gerar enormes dividendos, que terão ser distribuídos em benefício da população brasileira, e jamais, para as mãos estrangeiras.
    Importante que saibamos que cerca de 40% das ações da Petrobras estão nas mãos do capital privado, sendo a maioria pertencente a empresas transnacionais, o que poderá impedir que os brasileiros deixem de ser beneficiados com o pré-sal.
    Dentre as reflexões, que precisamos fazer e estar atentos, é bom que se registre, que o gás e o petróleo do pré-sal, já estão impulsionando um novo mercado no Estado do Espírito Santo e buscando resguardar os direitos advindos pela nossa legislação, para as explorações nas águas territoriais capixabas.
    Santa Catarina deixa de receber substancial importância, dos royalties da Petrobrás, na exploração atual, em águas catarinenses, porque o Paraná, em tempos idos, “conseguiu provar” que nossas águas marítimas, pertencem àquele Estado vizinho. Existe uma ação transitando no Supremo Tribunal Federal e que a classe política, pouco ou nada tem feito para que seja tomada uma decisão definitiva sobre o tema.
    O petróleo do pré-sal é dos brasileiros e que beneficie a todos, com um pouco mais àqueles que tenham a ventura de ter suas águas banhando seus Estados, não deixando morrer um pedaço de nossa alma, como a de Monteiro Lobato.
    (*) Advogado/Economista – carlos@priess.com.br
    Itajaí – SC

  3. A GANÂNCIA DOS PARLAMENTARES E A TIMIDEZ DOS APOSENTADOS!

    Escreveu Carlos Fernando Priess (*)

    Diante da manifestação, de estudantes, que subiram a rampa do Palácio do Planalto, para manifestar contra o aumento dos parlamentares e ministros, na ordem de 61,8% e 133,9% para o Presidente da República, refletimos sobre os aposentados da previdência social, que deverá não chegará a dez por cento ficou em 9,68%. Aposentados e pensionistas deveriam, igualmente, fazer um grande protesto, já que construíram este país, enquanto a maioria classe política nada faz.

    Tudo feito a toque de caixa, no último dia em que votaram alguma coisa na Câmara, os parlamentares do nosso Congresso aprovaram o decreto que concede a eles próprios um aumento salarial a partir de 1º de Fevereiro do próximo ano, deputados federais e senadores passam a receber R$ 26.723,13.
    O placar da votação foi de 279 votos a favor contra 35 contrários e três abstenções.

    Sem falar nas verbas de gabinete e indenizatórias e também nos Ministros de Estado, que receberão este mesmo salário, igualando o valor recebido por um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), que serve de teto para o funcionalismo público.

    Junto aos Senadores, a deliberação teve a mesma rapidez, uma vez que contam com a sanção do presidente da República. Assistimos passivamente mais um descalabro do poder politico que legisla em causa própria. Da insensatez dos homens públicos, se consolida o Brasil como um país de desigualdades.Uma atitude de desdém com o povo brasileiro, decretada pelos congressistas que colocamos em Brasília.

    Em verdade é veradeiro golpe a mais, dilapidando o erário público em tempos de ajuste dos gastos se auto concedendo um belo presente de Natal em detrimento da situação financeira da grande maioria dos brasileiros.

    O aumento dos trabalhadores em geral e dos aposentados, será apenas a reposição da inflação, ou quando muito um insignificante aumento real de salário, pois os dignos representantes do povo não tiveram a mesma determinação quando da votação ao reajuste do salário mínimo.

    Na Europa, de forma especial na Alemanha, por exemplo, um parlamentar ganha por ano 84.108 euros, contra 176.366 euros do que recebe um parlamentar brasileiro. Isto é, embolsa em torno de 400 mil reais por ano contando com o 15º salário, sem as várias regalias do cargo.

    Temos que acordar, todos nós, de todas as categorias profissionais em os aposentados em geral, diante da falta de seriedade do nosso parlamento para com as grandes questões nacionais, para se somar vozes de revolta que precisam e devem chegar aos ouvidos do Congresso brasileiro.

    As grandes mudanças, só acontecem, diante de protestos e renovação da classe política, para diminuirmos este abismo existente entre a maioria dos politicos e a sociedade, precisando abraçar, sem qualquer timidez, em definitivo, a luta contra o autoritarismo evidente, na manipulação do dinheiro público.
    (*) Advogado/economista – carlos@priess.com.br

  4. O COMPLEXO DO ALEMÃO!

    Escreveu Carlos Fernando Priess (*)

    Vivemos ainda com a lembrança, triste e dolorosa, da chamada GUERRA DO RIO, com cenas de ataques criminosos, com violentos arrastões e incêndio em veículos, da população, e a reação do estado, ocupando as favelas. O que assistimos, através da televisão, ao vivo, nos últimos dias é apenas mais uma na longa lista de batalhas entre a polícia e o crime organizado.

    São fatos que se repetem, mas será isso uma solução para a segurança pública do Rio, do país, em termos imediatos? E o que acontece para garantia dos direitos dos cidadãos da favela e de toda a cidade?

    Assistimos com tristeza, dezenas de jovens pobres, negros, armados de fuzis, marchando em fuga, pelo meio do mato. Não se trata de uma marcha revolucionária, como a cena poderia sugerir em outro tempo e lugar.

    Eles estão com armas nas mãos e as cabeças vazias, jamais tiveram oportunidade de uma vida condigna. São despidos de qualquer ideologia e não querem disputar o Estado. São vítimas dos poderosos traficantes que, por sua vez, são abastecidos por um poder maior, desconhecido e inatingível.

    São jovens que só conhecem a barbárie. A maioria não concluiu o ensino fundamental e sabe que vai morrer ou ser presa. Não há sequer expectativa de vida, sabem apenas que podem matar, como se tornar cadáveres a qualquer hora.

    Os pais desses jovens e que formam em verdade, a população das favelas, 99% são pessoas honestas que trabalham o dia todo nas fábricas, no comércio, na construção civil, nas ruas, para produzir trabalho, arte e vida. E essa gente, assiste as suas comunidades tornadas em praças de “guerra” sem exercer sequer o direito de dormir em paz.

    Nas favelas, provam as estatísticas, que apenas 1%, são de possíveis criminosos e quem dera que o mesmo índice ocorresse na classe política.

    Enquanto o povo, a população trabalha, o lucrativo negócio das armas e drogas é máfia internacional. Ingenuidade acreditar que confrontos armados nas favelas podem acabar com o crime organizado.

    Sabemos que a nossa polícia é a que mais mata e que mais morre no mundo, mas isso não resolve, pois está faltando vontade política para valorizar e preparar os policiais, remunerando-os condignamente, para enfrentar o crime, que tem poder e dinheiro.

    Temos ainda, o que é grave por demais, como origem da crise, a desigualdade social, que não pode ser combatida com qualquer aparato bélico, sendo necessário entender, que a justiça social está no âmago de toda essa guerra entre o bem o mal.

    Os Governos, a sociedade capitalista, precisa em verdade, é construir mais do que só a solução tópica de uma crise episódica. É preciso entender que as chamadas UPPs, ajudam, claro, a ação policial, mas está faltando para os que trabalham, saúde, creche, escola, assistência social, lazer.

    E os problemas não se resolvem com a lógica da guerra, que prevalece no Brasil desde Canudos. Que nunca proporcionou segurança de fato. Registra a história que aquela guerra, terminou com a destruição total de Canudos, a degola, a sangue frio, de muitos prisioneiros e o incêndio de todas as 5.200 casas do arraial.

    Precisamos, isto sim, exigir que a classe política cumpra com suas promessas e a sociedade dominante, faça da justiça social, uma bandeira constante, para que o que assistimos no Complexo do Alemão, não volte a se repetir.

    (*) Advogado/Economista – carlos@priess.com.br

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s