Petroleiros em greve paralisam refinarias e plataformas


Movimento se estende por prédios administrativos

Acompanhe a greve pela Agência Petroleira de Notícias

Com uma pauta de reivindicações baseada na manutenção e ampliação de direitos e na garantia dos postos de trabalho, petroleiros de todo o país entraram em greve nessa segunda, 23 de março. Refinarias, plataformas e áreas de produção estão paralisadas.Motivos para entrar em greve não faltam. Embora o lucro da empresa tenha aumentado, a Participação nos Lucros e Resultados (PLR), direito assegurado para os trabalhadores, foi reduzida, percentualmente, em relação ao ano passado. Já o repasse aos acionistas aumentou. A Petrobras também está se negando a repassar a PLR para várias unidades, como para os trabalhadores da Refap – Refinaria Alberto Pasqualini, em Canoas, no Rio Grande do Sul, além da TBG e Petroquisa. A base do Sindipetro-RJ reivindica que a PLR seja paga igualmente, para todos os petroleiros.A pauta inclui, também, a retomada do pagamento de horas extras nos feriados para os que trabalham em turnos, hora-extra curso, ‘periculosidade pra valer’, extensão da licença-maternidade de seis meses a todas as trabalhadoras, pagamento do dia de desembarque, aposentadoria especial, melhores condições de saúde e segurança no trabalho, dentre outras. A manutenção dos postos de trabalho afeta, diretamente, os terceirizados.

A pretexto da crise, muitos trabalhadores já estão sendo dispensados. A greve está sendo convocada pelas duas federações: a FNP, que reúne o Sindipetro-RJ, Sindipetro Litoral Paulista, Sindipetro AL/SE, Sindipetro PA/AM/MA/AP, Sindipetro/RS e Sindipetro/São José dos Campos (Refinaria do Vale do Paraíba); e a FUP, que representa outros 11 sindicatos.Os petroleiros se recusam a aceitar redução de direitos e dos postos de trabalho. Os trabalhadores não pretendem pagar a conta de uma crise produzida pelo capital. No Sindipetro-RJ, os contatos para maiores informações podem ser feitos com os coordenadores Emanuel Cancella (99516616), Eduardo Henrique (97002543) e Roberto Ribeiro (96030601). O telefone do sindicato é (21) 3852-0148.

Fonte: Agência Petroleira de Notícias, com informações da FUP, Sindipetros Litoral Paulista, SE-AL, São José dos Campos, PA-AM-MA-AP e Rio Grande do Sul.É permitida (e recomendável) a reprodução desta matéria, desde que citada a fonte.

Quadro nacional da greve dos petroleiros

A cada hora a greve dos trabalhadores do Sistema Petrobrás ganha mais força. A cada nova assembléia e troca de turno, novas adesões. Acompanhe abaixo o quadro nacional de mobilização:Litoral PaulistaOs trabalhadores cortaram a rendição às 15h30 de domingo (22) com 100% de adesão. A greve segue firme durante o fim da noite de ontem, dia 22, quando o último turno da Refinaria Presidente Bernardes (RPBC), das 23 horas, aderiu ao movimento integralmente. Em São Sebastião, a greve também começou com corte à zero de segunda (23), no Terminal Almirante Barroso (TEBAR) com a adesão de 100% do turno da zero hora.Terminais de Alemôa e Pilões tiveram corte de rendição à zero hora de hoje (23). A paralisação se completa na manhã dessa segunda. Na RPBC, 120 trabalhadores permanecem no local de trabalho, desde às 7 horas de ontem. E foi com esse grupo que a empresa tentou implementar a tática traiçoeira do plano de contingência. Observando o golpe, o Sindipetro-LP impediu a rendição, às 15 horas, e inaugurou a greve unificada no país.A gerência da Petrobrás está segurando o turno que entrou às 7:00h da manhã de domingo (120 trabalhadores) até agora. O sindicato busca alternativas judiciais para liberação desses trabalhadores. Com 120 petroleiros a unidade opera normalmente.

A greve no Litoral Paulista pode ser acompanhada pelo blog opetroleiro.wordpress.com

Pará

>O Administrativo do Compartilhado entrou em greve, mas como a ampla maioria dos trabalhadores é terceirizada (que não aderiu) fica difícil precisar o grau de adesão à paralisação.A Transpetro Belém aderiu à greve nacional.

Amazonas

O Administrativo do Amazonas paralisou massivamente, quase 100%.O campo de produção terrestre de Urucu está com 60% de adesão à greve. A expectativa do diretor de comunicação do Sindipetro PA-AM-MA-AP, Gilmar do Carmo, é de paralisação total.Reman – corte na rendição do turno às 23h de domingo (22). Adesão total dos trabalhadores. Terminal de Solimões – trabalhadores grevistas assumiram o controle da produção.MaranhãoA Transpetro São Luis fez uma paralização pela manhã dessa segunda e, à tarde, realiza assembléia para debater a entrada em greve. Ceará LUBNOR – corte de rendição às 23h de domingo (22).Fazenda Belém cortou rendição à zero hora desta segunda (23).Biodiesel – Quixadá cortou a rendição às 6h de hoje (23).

Rio Grande do Norte

Plataformas – trabalhadores controlam 70% da produção.Campos terrestres – trabalhadores aderiram à greve, estão realizando concentrações com participação dos trabalhadores terceirizados.Pólo de Guamaré- os trabalhadores controlam a produção em todas as unidades de processamento de gás e óleo. Apenas uma UPGN está em atividade, com carga mínima. Pernambuco Suape – 100% paralisado, com trabalhadores próprios e terceirizados na greve, desde à zero hora de hoje (23/03). O bombeio de GLP está sob controle dos trabalhadores.Paratibe – boa adesão à greve. Gasoduto está operando com 30% do efetivo mínimo.SergipeSEDE/Rua Acre: a greve começou às 7h de hoje. 60% dos trabalhadores aderiram ao movimento. FAFEN: a paralisação contou a participação de 100% dos trabalhadores de turno, 90% do administrativo. Os trabalhadores terceirizados também pararam.Carmópolis: 70% do efetivo pararam suas atividades aderindo à greve. TECARMO/Atalaia: 100% do turno e 40% do administrativo aderiram à greve. Os terceirizados paralisaram suas ações também.Aracaju – ainda haverá assembléia. Alagoas Pilar: 60% do efetivo aderiram à greve. Furado: 40% do efetivo aderiram à greve.

Bahia

Refinaria Landulpho Alves (Rlam) – trabalhadores cortaram o turno às 15h30 de domingo (22). Os petroleiros anteciparam a greve devido ao fato da Petrobrás ter ingressado na refinaria uma equipe de gerentes e supervisores. Adesão à greve dos trabalhadores do administrativo e terceirizados.Fábrica de Fertilizantes (Fafen) – cortou a rendição à zero hora de hoje (23). Três campos pararam a produção, nos municípios de Entre Rios e Esplanada. São os campos de Jandaia, Sertres e Rou. Jandaia é o maior campo de produção do estado.Campos de produção – os trabalhadores também estão participando da greve.Terminal Madre de Deus – cortou a rendição às 15h30 de domingo (22).

Minas Gerais

Regap – trabalhadores cortaram a rendição do turno às 23h30 de domingo (22). Espírito Santo PPR-1 e P-34 – trabalhadores assumiram a produção e entregaram as plataformas paradas para as equipes de contingência da Petrobrás, que estão tentando retomar a produção de gás na PPR-1 e de petróleo na P-34, , primeira plataforma da empresa a extrair o óleo da camada de pré-sal. Linhares e São Mateus – corte de rendição previsto para terça (24).Nas plataformas do Espírito Santo, a Petrobrás bloqueou a comunicação dos trabalhadores, cortando telefones e o acesso à internet.Duque de Caxias Reduc – corte de rendição à zero hora. 400 trabalhadores se mobilizaram na frente da refinaria. A greve está crescendo na unidade. Norte FluminenseBacia de Campos – equipes de contingência assumiram o controle das plataformas. Petroleiros estão desembarcando.Terminal de Cabiúnas – trabalhadores assumiram a sala de controle do terminal à meia-noite de domingo (22) para segunda (23) e estabeleceram uma política de corte de produção controlada.A gerência da Petrobrás vem cerceando a comunicação dos embarcados com familiares e o restante do movimento grevista.

Rio de Janeiro

Os petroleiros da base do Rio de Janeiro (Sindipetro-RJ) também estão mobilizados nesta segunda, realizando concentrações e panfletagens na frente das unidades da Petrobrás. No estratégico Terminal da Baía de Guanabara (TABG), por onde passa grande parte do gás brasileiro, os trabalhadores aderiram à greve com boa participação. Não houve corte de rendição, mas a direção do sindicato está discutindo com os trabalhadores a importância de cortarem a rendição nos turnos. No Cenpes (o Centro de Pesquisas e Desenvolvimento Leopoldo Américo Miguez de Melo, maior centro de pesquisa do setor petrolífero da América Latina, localizado na Ilha do Fundão), os trabalhadores promoveram um atraso-paralisação de duas horas pela manhã. No Edita, Edise, Transpetro e outras unidades o sindicato também está construindo a mobilização apostando no crescimento do movimento nacional.

São Paulo

Recap – corte de rendição às 23h de domingo (22).Replan – corte de rendição a qualquer momento.Terminais de São Caetano, Guarararema e Guarulhos – corte de rendição às 23h de domingo (22). Em Guarulhos, os trabalhadores assumiram a sala de controle hoje pela manhã (23). Terminal de Barueri – corte de rendição às 7h de hoje (23) Edisp – cerca de 25% dos trabalhadores aderiram à greve. Paraná e Santa CatarinaRepar – corte de rendição à zero hora de hoje (23).Six – corte de rendição à zero hora de hoje (23).Terminais – corte de rendição à zero hora de hoje (23).

Rio Grande do Sul

Refap – corte de rendição às 8h da manhã desta segunda-feira (23), com mais de 200 trabalhadores participando da assembléia. O objetivo é a partir de agora avançar na mobilização dos terminais de Canoas, Tamandaí e Rio Grande.

FONTE: http://pcb-campinas.blogspot.com/2009/03/petroleiros-em-greve-paralisam.html

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