TRABALHADORES BOLIVIANOS REIVINDICAM: PELA DISSOLUÇÃO DO PARLAMENTO BURGUÊS!


1- O presidente da república da Bolívia, Evo Morales Aima, e dirigentes da Central Operária Boliviana e da CONALCAM [Coordenação Nacional pela Mudança, que reúne 16 entidades populares] estão em uma greve de fome, pela aprovação da Lei Transitória do Regime Eleitoral, bloqueada pela oposição fascista no Congresso. A classe operária fabril nessa greve está representada pelo companheiro Rene Albino, secretário geral da CGTFB [Confederação Geral dos Trabalhadores Fabris da Bolívia]. Ao passar das horas vão somando-se mais piquetes de greve de fome, e isso em nível nacional, nesta semana santa, por respeito à nova constituição política do estado.

2- Em oito de abril deu-se o prazo estabelecido nos marcos da Nova Constituição, para viabilizar a Lei transitória eleitoral, para que de maneira legal se realizem as eleições em seis de dezembro. A oposição de direita ao governo, seus meios de comunicação e seus formadores de opinião, têm feito uma dura campanha contra a Lei.

3- A oposição tranca a Lei eleitoral porque não quer que se realizem as eleições gerais de 6 de dezembro. “Pedir um novo marco eleitoral ou que o direito de voto dos bolivianos no exterior se aprove por dois terços de votos no Congresso é simplesmente querer que não votem os emigrantes e que não haja eleições nacionais, menos ainda as eleições municipais e estaduais previstas para 2010”.

4- Para a classe trabalhadora está claro que o parlamento é uma instituição, uma criação da sociedade capitalista, protetora da propriedade privada e da sociedade dividida em classes sociais; é o baluarte da defesa da exploração e opressão burguesas, onde as posições revolucionárias podem ter voz, mas apenas isso. A história tem demonstrado que o parlamento, em um momento de revolução, se converte em expressão das tendências mais conservadoras da sociedade, é onde a classe dominante exerce sua hegemonia; enfim, é uma farsa.

5- Por isso, dado o papel que joga a direita fascista e seus partidos, a classe trabalhadora fabril exige a dissolução do parlamento burguês e a estruturação de organismos de democracia direta. A classe trabalhadora fabril deve tomar consciência da necessidade de exercer o poder, com seu próprio instrumento. No momento histórico em que vivemos é necessário estruturar os laços necessários para efetivar a aliança operário-camponesa. Só assim poderemos viabilizar eleições para este 6 de dezembro, onde os trabalhadores teremos os nossos tribunos operários, e todos os trabalhadores estarão representados, dentro dessa nova Assembléia Plurinacional, onde levaremos a luta política rumo à concretização de nossos interesses históricos, uma sociedade sem explorados nem exploradores.

CONFEDERAÇÃO GERAL DE TRABALHADORES FABRIS DA BOLIVIA

(tradução Rodrigo Oliveira Fonseca)

FONTE: http://www.pcb.org.br/disolucion.htm

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