Plenária Nacional da Intersindical


As classes dominantes vêm realizando uma violenta ofensiva em todo o mundo contra os trabalhadores, em função da crise econômica mundial, mediante as demissões em massa, rebaixamento dos salários, retirada de direitos e garantias e criminalização das lutas dos movimentos sociais. No Brasil, a situação não é diferente: o governo Lula realiza a política da burguesia, colocando recursos públicos para salvar os bancos e empresas privadas, enquanto as demissões ocorrem diariamente, mesmo naquelas empresas que receberam créditos do governo.

Trata-se de uma conjuntura que reafirma a necessidade da luta e da organização dos trabalhadores, no sentido de resistir aos ataques do capital e construir uma alternativa global à ofensiva da burguesia, que tenha como eixo a centralidade do trabalho, a organização dos trabalhadores a partir de seus locais de trabalho, a resistência ativa contra as demissões e o rebaixamento dos salários, a construção de uma nova ordem social e econômica, tudo isso traduzido num programa capaz de colocar os trabalhadores em movimento rumo à sua emancipação.

Nessa difícil conjuntura é hora de dar passos concretos no sentido de construir as ferramentas de organização dos trabalhadores, que possibilitem sua intervenção no cenário político com clareza e independência política. Por isso, achamos de fundamental importância nesse momento o fortalecimento da Intersindical como um instrumento de luta e organização da classe trabalhadora para resistir às ofensivas do capital e avançar rumo a novas conquistas, um instrumento do sindicalismo classista, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos.

Para que esta tarefa seja realizada com êxito, o Comitê Central recomenda a todos os Comitês Regionais do País a realização do máximo de esforços no sentido de enviar para a Plenária Nacional da Intersindical, que será realizada na cidade paulista de Santos, nos dias 25 e 26 de abril, uma expressiva delegação de companheiros sindicalistas, quer da base, oposições sindicais ou membros de direções das entidades sindicais. Achamos fundamental que estejam representados nesta plenária todos os Estados em que o partido esteja organizado.

Nesse sentido, conclamamos os companheiros e amigos da Unidade Classista a transformar o 25 e 26 de abril num grande espaço de recomposição da classe, de reorganização do movimento, de reflexão sobre nossa estratégia e tática para enfrentar a burguesia neste contexto de crise, de forma a que a nossa expressiva delegação à Plenária Nacional possa contribuir de maneira ativa e militante para a construção do pólo classista do movimento sindical.

Todos à Plenária de 25 e 26 de abril em Santos – São Paulo.

Comissão Política Nacional do PCB

Rio de Janeiro 09 de abril de 2009

FONTE: Plenária Nacional da Intersindical

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