CACOETE NEOLIBERAL


AEPET – BRASIL

O jornal “O Globo” está retomando o seu “cacoete neoliberal” ao reeditar uma verdadeira campanha contra a Petrobrás, empresa que orgulha os brasileiros, responsável por bilionários investimentos no País e descobridora do Pré-Sal, que poderá ser a redenção do Brasil. Mas o “O Globo”, entre outros jornais que se impressionam muito com as teses estrangeiras, resolveu tentar, no dia 07/05, em seu editorial “Cacoete estatista”, manchar a imagem daquela que hoje é considerada a quarta empresa mais respeitada do mundo, segundo a pesquisa divulgada pelo Reputation Institute (RI), empresa privada de assessoria e pesquisa, com sede em Nova Iorque. O ranking relaciona 200 grandes empresas do mundo e é realizado anualmente desde 2006.

O presidente da AEPET, Fernando Leite Siqueira, comentou o estardalhaço que o “O Globo” e a imprensa vem fazendo em relação a diversos eventos envolvendo a Petrobrás. Siqueira disse que a Petrobrás, ao recorrer, por exemplo, à Caixa Econômica Federal para adquirir financiamento para projetos no setor petróleo, fez o que toda empresa de grande porte faz, para manter capital de giro em determinados momentos.

Sobre o editorial de “O Globo”, Siqueira selecionou o parágrafo final: “Se vier a seguir por esse caminho, o governo estará trocando um modelo vitorioso (que proporcionou a descoberta dos reservatórios do pré-sal) por algo duvidoso, por causa de um velho cacoete estatizante, sempre acompanhado da febre do empreguismo” . Siqueira comentou: “Essa é uma falácia brutal. Primeiro, porque o novo modelo, com as empresas estrangeiras, não proporcionaram descoberta coisíssima nenhuma. A Petrobrás pesquisa o Pré-Sal há 30 anos. E o que possibilitou a efetivação da descoberta foi a tecnologia de sísmica de três e de quatro dimensões, que permitiram o acesso mais preciso numa perfuração do primeiro poço, que custou US$ 260 milhões. Como o risco era muito alto, era preciso ter uma precisão muito grande para ter acesso a um reservatório que o corpo técnico da estatal estudava”.

Siqueira destacou ainda que, antes, a camada de sal atrapalhava um pouco os ecos-acústicos da sísmica. “Não houve participação tecnológica de nenhuma empresa estrangeira neste processo”, reforçou o engenheiro. Ao contrário, elas pegaram carona no conhecimento da Petrobrás. Já a Lei 2004/53, até ser substituída pela Lei 9478/97, completou Siqueira, permitiu a descoberta do petróleo no Brasil, trouxe a autossuficiência, permitiu a descoberta do Pré-Sal, onde a Petrobrás correu todos os riscos, não tem mais outros para ocorrer naquela área. “Agora que a Petrobrás correu riscos para descobrir, não tem sentido continuar o modelo entreguista que foi estabelecido pela Lei 9478/97, criada no Governo FHC, e que permite a entrega do nosso petróleo às concessionárias que os produzir”. Disse o presidente Lula: “Todas as empresas do mundo que descobriram muito petróleo mudaram o marco regulatório. Só o Brasil não o fez. E tem mais motivos para isto”.

O presidente da AEPET comentou outro estardalhaço feito pela imprensa, que foi quanto à utilização pela Petrobrás da Medida Provisória 2.158/2001, que permitiu às empresas a escolha da melhor forma de se defender da instabilidade e da desvalorização cambial. Por conta disto, a Petrobrás procurou utilizar os benefícios da MP 2.158/2001, para pagar menos impostos. No entanto, completou Siqueira, as multinacionais, notadamente da indústria automobilística, usam brechas da Lei para não pagar impostos. “Essas empresas nunca pagam impostos, pois sempre manipulam a contabilidade e “criam” prejuízos. Os governos estaduais, por exemplo, fazem leilões tributários, onde oferecem menos impostos para a multinacionais se estabelecerem [e quando acaba o contrato, elas se mudam para outro estado], entre outras isenções tributárias brutais a nível nacional. A Ford, por exemplo, conseguiu isenção de impostos, na Bahia, da ordem de US$ 800 milhões. Como pode um país em desenvolvimento como o Brasil, subsidiar uma das maiores montadoras do mundo? Nada disto mereceu o estardalhaço da imprensa, como ocorre no caso da Petrobrás, que é uma empresa com todas as condições de explorar o Pré-Sal e fazer com esta riqueza fique em poder do povo brasileiro. Estão fazendo da Petrobrás uma “Geni” da imprensa brasileira, como disse o presidente da estatal, José Sergio Gabrielli”.

Siqueira lembrou, também, que na mesma edição do jornal “O Globo” (07/05/09), na matéria intitulada “Petrobrás e Vale entre as 10 mais do futuro”, mais isenta, há uma informação de que o banco norte-americano Goldman Sachs apresentou relatório técnico de que a Petrobrás, além de ser considerada uma das dez empresas mais viáveis do planeta, no futuro, “será talvez a mais bem posicionada companhia de petróleo do mundo quando vier o próximo ciclo de alta de preços”. O Goldman destacou, também, que a Petrobrás e a Companhia Vale do Rio Doce se destacaram, por possuírem enormes reservas de recursos estratégicos, como petróleo e minério de ferro de Carajás, que cresce de importância tendo em vista a previsão de crescimento da população, que aumentará de 6,8 bilhões para 9 bilhões em 2050, conforme informou a mesma matéria. “Hoje a Petrobrás está em quarto lugar entre as 200 empresas mais importantes do Planeta. Então, por que seria retrocesso o governo dar à Petrobrás o controle do Pré-Sal, se foi ela quem investiu, correu todos os riscos e aquela rica região não tem mais risco nenhum?”, ponderou Siqueira.

José Carlos Moutinho (jornalista da AEPET)

FONTE: http://www.pcb.org.br/cacoete.htm

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