BOLÍVIA: Saudação a Chuquisaca, no Bicentenário do Grito Libertário


Nota do Secretariado Nacional do PCB: O Partido Comunista Boliviano (PCB) apóia o processo de mudanças na Bolívia, com independência com relação ao governo progressista de Evo Moralez – do qual não participa – e ao seu partido (MAS). Os comunistas bolivianos compõem uma frente de esquerda, com partidos, organizações e movimentos políticos e sociais do campo anticapitalista. Não se trata de uma coligação eleitoral, mas de uma frente de luta de massas, organizada em torno de uma plataforma política e de uma coordenação.

A ALIANÇA REVOLUCIONÁRIA ANTIIMPERIALISTA (ARA) saúda com grande emoção patriótica o bicentenário do pronunciamento revolucionário de 25 de Maio de 1809, no qual o povo de Chuquisaca [estado boliviano, cuja capital é Sucre] se manifestou claramente a favor da Independência da metrópole espanhola.

Para a Aliança esta é, ao mesmo tempo, a mostra de mais um episódio do amadurecimento dos ânimos independentistas que em 1780 e 1781 se manifestaram com as rebeliões de Tupac Katari e Tupac Amaru.

A Aliança considera que o povo boliviano não deve deixar-se levar por falsas discussões em torno à preferência das datas históricas das manifestações independentistas, na América Latina de hoje. É indiscutível que foi em Chuquisaca que se deu o primeiro grito das aspirações libertárias. Isso não significa que foi melhor ou maior que outras rebeliões em outras cidades. Em Chuquisaca se iniciou a guerra pela independência contra o colonialismo espanhol e de onde se estenderia a todo o espaço geográfico do que hoje é a América Latina e o Caribe.

O pronunciamento patriótico de Chuquisaca expressou, nas condições e circunstâncias imperantes, a ânsia de independência e liberdade. Neste desejo libertário não se pode ignorar a participação do povo simples e oprimido, da mulher chuquisaquenha, representada por Juana Azurduy de Padilla.

O pronunciamento de Charcas é também fruto das ideias da intelectualidade avançada, dos Zudañez, Monteagudo, Moreno e outros. Estas se articularam com as que amadureceram em outros confins e que depois retornaram gloriosamente à Bolivia com Bolívar, Sucre e os exércitos libertadores.

Se as ideias foram libertárias e avançadas, é de se lamentar que anos depois, os frutos das primeiras lutas, foram aproveitados por aqueles que herdaram o poder colonial, suas riquezas e seus privilégios. Esta é outra grande lição da história, que deve servir nas atuais circunstâncias que atravessam o país.

Como há mais de 180 anos, hoje há elementos que, opondo-se ao processo de mudanças e transformações antioligárquicas e antiimperialistas, distorcem a verdade histórica e pretendem inverter a roda da história.

Ao reiterar nossa calorosa saudação ao povo chuquisaquenho neste bicentenário de seu gesto libertário reafirmamos nossa convicção de que as ideias de liberdade, independência, democracia e desenvolvimento soberano de nossa Pátria, serão uma realidade e honrarão aos precursores.

La Paz, 25 de maio de 2009.

Comissão Social
Roberto Carranza

Coordenação Social
Alex Aranda

Movimiento Popular Endógeno
Edgardo Vásquez

Partido Comunista de Bolivia
Marcos Domich

Partido Comunista (MLM)
Jesús Taborga

Patria Socialista – Movimiento Guevarista
Lauraro Chanove

Partido Socialista
Fortunato Esquivel

CODEPANAL
Luis Nuñez

Tradução: Rodrigo Oliveira Fonseca

FONTE: http://www.pcb.org.br/bolivia7.htm

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