Indígenas tomam aeroporto no nordeste do Peru


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(FOTO: Arquivo) Os povos indígenas peruanos se mantém firmes nos seus protestos desde o passado 9 de abril.

Telesur
DOMINGO, 7 DE JUN DE 2009. 5:49 PM

Os nativos que tomaram o aeroporto estão exigindo as mesmas reivindicações que os indígenas de Bagua, a revogação dos decretos legislativos que atentam contra seus territórios. No entanto segue sob toque de recolher a província de Bagua depois das ações sangrentas nas quais a polícia atacou violentamente os nativos.

A tensão se mantém a amazônia peruana quando cerca de 300 mil nativos, em sua maioria das etnias ashaninkas, tomaram o aeroporto de Trompeteros, Província Taten del Marañón, na zona nordeste do Peru.

Os nativos que tomaram o aeroporto estão exigindo as mesmas reivindicações que os indígenas de Bagua, a revogação dos decretos legislativos que atentam contra seus territórios.

Segundo informes da zona, os nativos foram desalojados da pista de aterrissagem mas não do terminal aéreo.

Um dos porta-vozes dos indígenas, na conversação com uma emissora da capital, assegurou que no transcurso do dia se esperava a chegada de mais contingentes da população indígenas ao lugar.

Os manifestantes asseguraram que também tomaram o controle do Lote 8, na zona da selva, cuja concessão está a cargo da firma argentina Pluspetrol.

Por sua parte, as autoridades emitiram um chamado de advertência e determinaram prazo até as 16:00 horas (local) deste domingo para que abandonem as instalações sob ameaça de despejo pela força.

Segue toque de recolher

No entanto segue sob toque de recolher a província de Bagua depois das ações sangrentas nas quais a desmedida agressão policial deixou, segundo fontes indígenas, mais de 40 nativos mortos ey centenas de feridos.

As comunidades nativas apoiadas pela população mestiça da área, advertiam há mais de 50 dias, reclamando respeito aos seus direitos à terra habitada desde tempos remotos.

Por sua parte, o Governo dirigido por Álan García tem justificado a brutal agressão aérea contra os indígenas peruanos, sob o pretexto de que “não têm amparo. Não são cidadãos de primeira classe. Não vamos sobrepor os interesses destes indígenas sobre os de 28 milhões de cidadãos” e além do que para seu Governo parece não haver mais mortos que os 22 policiais falecidos, posto que os mais de 40 indígenas mortos que reportam as organizações amazônicas, não entram na conta oficial.

O presidente peruano insistiu em negar que se cometeu um massacre com os indígenas da Amazônia peruana e voltou, este domingo, a desvirtuar o objetivo do protesto indígena ao acusar a sua direção de pretender desestabilizar com apoio estrangeiro ao que diferentes organizações sociais emitiram um pronunciamento a respeito desde a capital.

“Se há ingerência estrangeira é das transnacionais dos Estados Unidos e de outros países que lhe tem dado um ultima um a García, para dizer-lhe encubra o assunto e encúbra-lo já, o seja o assunto da greve. Se há efetivamente ingerência exatrangeira”, afirmou este domingo o secretário geral da Confederación General de Trabajadores del Perú (CGTP), Mario Huamán.

Esta frente de organizações também considerou prudente que o representante das comunidades nativas, Alberto Pinzango, se mantenha “a salvo”, já que as autoridades tem pedido sua captura, o que qualificaram como um evidente juízo político.

De igual maneira, o secretário da CGTP, assegurou que se não cessarem os atropelos que se tem levado a cabo nos últimos dias, a organização convocará uma paralização nacional de trabalhadores.

“Se até o dia 11 de junho não forem revogadas (as leis), não cessar a política repressiva, não se preservar a vida de Alberto Pizango, não se revogarem os decretos legislativos, vamos materializar uma paralização nacional” afirmou.

Segundo informou a correspondente da teleSUR no Peru, Yamira Albán, no momento os enfrentamentos em Bagua estão parados, mas os Apus solicitaram a intervenção da Defensoría del Pueblo para garantir a integridade dos 42 nativos detidos na estação policial de El Milagro.

As comunidades indígenas anunciaram que continuarão com sua luta.

Tradução: Dario da Silva.

FONTE: http://www.radiomundial.com.ve/yvke/noticia.php?26020

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