CONTRA A CRIMINZALIZAÇÃO DAS LUTAS SOCIAIS


A Comissão Política Regional de São Paulo do Partido Comunista Brasileiro, manifesta seu mais veemente repúdio às últimas ações da Polícia Militar paulista, que trataram com extrema truculência e autoritarismo a greve dos trabalhadores da Nortene Plásticos Ltda., em Barueri, em 10 de dezembro, bem como o despejo violento sofrido por trabalhadores rurais sem terra na cidade de Americana, em 15 de dezembro. Ambos os fatos revelam uma política de Estado levada a cabo pelo governo tucano de José Serra, tendente a usar a força policial como tropa de choque dos interesses dos capitalistas e para reprimir as lutas dos trabalhadores.

Na Nortene Plásticos Ltda., em Barueri, várias viaturas policiais foram deslocadas para reprimir uma assembléia dos trabalhadores da empresa, previamente acordada com a mesma e que se destinava a apresentar a contraproposta patronal às reivindicações dos trabalhadores. A truculência foi a tônica dessa ação policial, que agrediu com socos, pontapés e coronhadas trabalhadores e dirigentes sindicais do Sindicato dos Químicos de Osasco. Estes, além de serem covardemente agredidos, ainda foram humilhados pelos policiais, que os algemaram e os colocaram sentados no chão. Esse caso absurdo revela mais uma vez que o Estado, atendendo aos apelos dos patrões, usou a força policial para desrespeitar e atacar a liberdade de organização sindical.

Já em Americana, cerca de 100 famílias de trabalhadores rurais sem terra organizadas pelo MST, Sindicato dos Trabalhadores na Agricultura Familiar e Federação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura Familiar, que ocuparam na manhã de 15 de dezembro uma área usada ilegalmente pela Usina Ester para plantar cana-de-açúcar e que é de propriedade da União e do governo do estado de São Paulo, foram despejados violentamente por forte aparato policial militar. Soldados da Força Tática e Tropas de Choque usaram bombas de gás e bala de borracha ferindo vários trabalhadores. O comando da Polícia Militar, ao expulsar as famílias da área sem qualquer mandado judicial, extrapolou suas prerrogativas, avocando para si um papel que cabe ao Poder Judiciário. Além do mais, tratores e máquinas da própria Usina Ester foram usados para derrubar os barracos que já haviam sido montados.

Esses fatos manifestam indiscutivelmente a postura do Estado brasileiro, que aliado aos patrões e grandes capitalistas, criminalizam toda e qualquer luta dos trabalhadores. O uso recorrente da força policial, como vemos nos casos em tela, é a tentativa do capital e do Estado em impedir a luta e a organização dos trabalhadores brasileiros.

O PCB manifesta seu mais veemente repúdio a criminalização e luta dos trabalhadores. Do mesmo modo, manifestamos nossa mais irrestrita e profunda solidariedade aos trabalhadores da Nortene Plásticos Ltda. e aos dirigentes sindicais dos Químicos de Osasco, bem como aos trabalhadores rurais sem terra de Americana.

Viva a luta dos trabalhadores!!!

Abaixo a criminalização das lutas sociais!!!

Comissão Política Regional de São Paulo do PCB

São Paulo, 15 de dezembro de 2009.

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