PCB SAÚDA A REVISTA COMUNISTA INTERNACIONAL!


Revista Comunista Internacional

PCB SAÚDA A REVISTA COMUNISTA INTERNACIONAL!

É com muita honra que o PCB apresenta abaixo o editorial do primeiro número da REVISTA COMUNISTA INTERNACIONAL, que nasce como um importante instrumento do proletariado e dos setores populares na luta contra o capital.

A Revista surge no nonagésimo aniversário de fundação da III Internacional.

O lançamento da Revista Comunista Internacional foi anunciado no Encontro Internacional de Partidos Comunistas e Operários, que se deu na Índia recentemente. A iniciativa é de Partidos marxistas-leninistas, com os quais o PCB tem grandes afinidades políticas e ideológicas e vem se relacionando na perspectiva de contribuir para o revigoramento do caráter revolucionário do Movimento Comunista Internacional: Partido Comunista da Grécia, Partido do Trabalho da Bélgica, Partido Comunista Operário da Hungria, Partido Socialista da Letônia, Partido Comunista de Luxemburgo, Partido dos Comunistas de México, Partido Comunista dos Povos de Espanha, Partido Comunista Operário da Rússia, Partido Comunista Turco e Partido Comunista de Venezuela. Inicialmente, a Revista será editada apenas nos idiomas inglês, grego, espanhol e russo,

A Comissão Política Nacional do PCB, aprovando relatório das atividades de seus delegados presentes ao Encontro Mundial torna público à sua militância, a seus amigos e simpatizantes e aos revolucionários brasileiros de uma maneira geral que o nosso Partido assumiu a responsabilidade pela edição da Revista Comunista Internacional, em língua portuguesa, para distribuição no Brasil.

Diante deste fato histórico para o movimento revolucionário no âmbito mundial, o PCB envidará todos os seus esforços para aportar a esta iniciativa a contribuição que estiver à sua altura.

Viva a Revista Comunista Internacional!

Viva o Internacionalismo Proletário!

PCB – Partido Comunista Brasileiro

Nasce a Revista Comunista Internacional

“Os comunistas não têm porque esconder suas idéias e intenções. Declaram abertamente que seus objetivos só podem ser alcançados derrotando pela violência toda a ordem social existente”. Manifesto do Partido Comunista, K. Marx e F. Engels

Atenas, 27/11/2009,

Com o número um, em dezembro de 2009, nasce a Revista Comunista Internacional, como uma iniciativa de várias revistas teóricas e órgãos jornalísticos de Partidos Comunistas. A revista, que sai em inglês, espanhol e russo, tem sua sede em Atenas.

O Conselho Editorial da revista está composto por representantes das edições: “Études Marxistes” (Partido do Trabalho da Bélgica), “Revista Comunista” (Partido Comunista Grego), “Szabadság” (Partido Comunista Operário da Hungria), “Социалист Латвии” (Partido Socialista da Letônia), “Zeitung vum Letzebuerger Vollek” (Partido Comunista de Luxemburgo), “El Comunista” (Partido dos Comunistas Mexicanos), “Propuesta Comunista” (Partido Comunista dos Povos da Espanha), “Советский Союз” (Partido Comunista Operário da Rússia), “Genelek” (Partido Comunista Turco), “Debate Abierto” (Partido Comunista da Venezuela).

Quanto aos princípios desta nova revista e seus objetivos, o CONSELHO EDITORIAL DA “REVISTA COMUNISTA INTERNACIONAL” assinala o seguinte:

“A publicação do primeiro número da REVISTA COMUNISTA INTERNACIONAL expressa a necessidade de cooperação entre revistas teóricas e políticas de Partidos Comunistas que têm posições comuns numa série de assuntos teóricos e ideológicos fundamentais. Esta necessidade vem amadurecendo por meio da avaliação do período de retrocesso do movimento comunista internacional depois do triunfo da contra-revolução na URSS e nos países orientais e centrais da Europa, assim como através dos assuntos que o movimento comunista tem enfrentado no desenvolvimento da luta de classes moderna.

Os passos dados rumo à cooperação e coordenação dos Partidos Comunistas e Operários no período passado foram muito importantes e necessários. Consideramos estes avanços essenciais, os apoiamos e seguiremos apoiando. Foi alcançado um certo nível de discussão, intercâmbio de informação e coordenação, de posições e ações comuns em vários assuntos.

Entretanto, é fundamental conquistar a unidade político-ideológica do movimento comunista sobre a base do marxismo-leninismo, a defesa das conquistas que trouxe para a classe operária em nível internacional o primeiro esforço histórico de construir o socialismo, assim como a concepção sobre o caráter da derrocada e de suas causas. Tudo isso constitui condição prévia para a superação da profunda crise do movimento comunista e a revitalização do objetivo estratégico socialista.

Por isso, afirmamos que, em paralelo à continuação desta cooperação e coordenação dos Partidos Comunistas e Operários, como o encontro internacional anual, é necessário reforçar a cooperação teórica entre as revistas teóricas marxista-leninistas. Não nos esquecemos de que a principal condição para a formação de um partido revolucionário é o domínio da teoria revolucionária, o que foi o foco de atenção da III Internacional Comunista Leninista, que este ano celebra seu 90º aniversário. Desde a primeira publicação de sua revista teórica, titulada “Comunista Internacional”, o Komintern expressou seus princípios organizativos e suas posições teóricas.

A REVISTA COMUNISTA INTERNACIONAL, seguindo a tradição leninista, é uma publicação com um claro caráter político-ideológico. É uma publicação com um ponto de vista e não uma simples compilação de teses de Partidos Comunistas, o que já se cumpre com outras publicações, tais como o Boletim Informativo dos encontros internacionais de Partidos Comunistas e Operários, assim como outras publicações partidárias. Nosso objetivo é contribuir à popularização e ao desenvolvimento da teoria marxista-leninista com análise ideológica e posicionamento político ante os modernos desenvolvimentos do capitalismo e os problemas da luta de classes. Consideramos que o reforço da orientação marxista-leninista no seio do movimento comunista internacional é uma condição sine qua non para sua necessária reorganização.

As revistas teóricas e políticas dos Partidos Comunistas que cooperam na publicação da REVISTA COMUNISTA INTERNACIONAL estão unidas com base na concepção comum sobre assuntos importantes relativos ao movimento comunista internacional, na defesa dos princípios do marxismo-leninismo, do internacionalismo proletário, da necessidade da revolução socialista, da ditadura do proletariado e da construção da sociedade socialista.

Unimos nossas forças:

– para contribuir à reorganização teórica e ideológica do movimento comunista internacional sobre uma base marxista-leninista sólida, não obstante as diferentes aproximações em temas de estratégia.

– para sublinhar expressamente o papel de vanguarda da classe operária no processo revolucionário e seu papel dirigente na luta pelo progresso social, pela transição revolucionária do capitalismo ao socialismo.

– para defender os princípios leninistas do partido, em condições de crescimento da pressão sobre os Partidos Comunistas para sua incorporação à ordem capitalista.

– para mostrar a necessidade de lutar contra as uniões imperialistas, tais como o FMI, a OTAN, a UE, etc.

– para defender a experiência histórica do movimento comunista internacional, com segurança, sem negar a necessária crítica e as conclusões científicas que ajudaram o atual movimento comunista internacional a dar passos adiante. Consideramos que é necessário seguir a via das tradições revolucionárias da Comuna de Paris, da Revolução Socialista de Outubro, da Internacional Comunista e da experiência socialista da URSS e dos outros países.

A reorganização teórica e ideológica do movimento comunista internacional não pode realizar-se sem uma firme confrontação das correntes que atuam no seio do movimento operário, tais como a socialdemocracia, todo tipo de oportunismo dentro do movimento comunista, revisionismo, reformismo, nacionalismo, cosmopolitismo e liberalismo.

Por isso, expomos abertamente, ao conjunto do movimento comunista internacional, nossas posições, nossa concepção e nossa crítica ao existente retrocesso e distorção do marxismo e contribuímos ao início de uma discussão importante em suas fileiras para sua orientação teórica e ideológica. Nos dirigimos a todas as publicações teóricas dos Partidos Comunistas que apóiam os princípios acima expressos e que queiram contribuir neste esforço.

Julgamos necessário dedicar o primeiro número da REVISTA COMUNISTA INTERNACIONAL à atual crise econômica capitalista internacional, que assinala os limites históricos do modo de produção capitalista e acumula material explosivo que pode contribuir aos processos revolucionários nos anos vindouros.”

Original: Site da Revista Comunista Internacional http://www.iccr.gr

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Um comentário em “PCB SAÚDA A REVISTA COMUNISTA INTERNACIONAL!

  1. Prezado Dario

    A IMPRENSA ALTERNATIVA E A ALTERNATIVA DA IMPRENSA

    A comunicação, a informação e a formação, começam ficar mais ‘’fácil’’ pela dialetização, do processo histórico da ciência e da tecnologia, pelo desenvolvimento da técnica, até chegar hoje, Internet, blogs e a I Confecom (Conferência de Comunicação).
    A utilização destas técnicas é a grande diferença entre o revolucionário e o conservador. O revolucionário usa a comunicação para a libertação e o conservador, para escravização e exploração.
    O Brasil, a partir da Primeira Carta, ‘’que se plantando tudo da’’ teve vários momentos de imprensa alternativa como alternativa da imprensa.
    A partir do golpe civil-militar de 1964, da ditadura até 1985 (marco), a imprensa teve vários momentos.
    De inicio, logo imediatamente, após 31 de março vários jornais foram empastelados por grupos como IBAD, IPES, CAMDE etc (aos nove anos de idade fui testemunha do empastelamento do Jornal o Democrata, em Campo Grande, MS, onde meu pai, Waldemar Ballock, trabalhava junto com Alberto Nedder, Vasconcelos, Nicolau e outros)
    Grandes jornais davam cobertura ao golpe, participaram do golpe. Os que não estavam alinhados foram amordaçados, engessados, censura prévia rígida, depois outros foram fechados ou perseguidos até fechar.
    Começa a surgir a imprensa alternativa como alternativa da imprensa, jornais pequenos, espalhados pelo Brasil todo, pelejando de todas as formas possíveis: com charge, crônica, poema concreto, poesia, humor, peça de teatro, novelas, letra de música, comentário de cinema, movimento estudantil e etc. em confronto direto contra a ditadura.
    Estes jornais conseguiam furar os cercos da ditadura, eram também utilizados para formação e infor-mação, nos pontos mais distantes, nos informes e discussões nos aparelhos da clandestinidade.
    Reproduzíamos a noticia e rodávamos em mimeógrafo mesmo, a álcool, pelas madrugadas, era uma festa.
    O Jornal Hora do Povo, como gostava de vender aquele jornal com as companherada, pelas ruas de Campo Grande e Cuiabá, preparado para sair correndo… É lógico.
    A ditadura reagiu de várias formas, uma delas foi também com o terrorismo incendiário, botando fogo em bancas de revistas, escritórios e residências (até hoje tenho documentos chamuscados).
    Paralelo também havia os pequenos jornais, alguns alinhados com os golpistas, outros não, puramente comerciais, para sobrevivência dos seus proprietários e operários.
    A comunicação é feita por pessoas, são jornalistas, artistas, professores que escrevem, redigem, fazem a revisão e distribuem, mesmo nos momentos mais duros da repressão, nas situações que ouvir A Inter-nacional, era baixinho e nos aparelhos, alguns revolucionários, mesmo tendo que trabalhar nestes peque-nos jornais e até mesmo nos jornaloes e televisão de sustentação da ditadura, conseguiam escamotear e publicar notas libertárias, uma alternativa de imprensa.

    Alinho-me a alegria de todos do PCB, e tantos outros que anonimamente sonharam, ousaram e ousam lutar, ousam vencer, a este momento de ALTERNATIVA DE IMPRENSA, A Revista Comunista Internacional.

    Abraços,
    José Luiz – Niterói / RJ

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