Estas são as bases militares dos EUA na América Latina


Estas são as bases militares dos EUA na América Latina

O Comando Sul é um dos cinco comandos militares mais importantes do Pentágono. O Comando Sul cumpre a responsabilidade de vigiar, espionar e controlar uma área de 19 países da América Latina. A partir do ano 2000, o Pentágono desenhou um novo esquema de controle militar sub-regional, conhecido como Bases Militares Estadunidenses. Estas bases estão localizadas em todo o Continente, especificamente com o fim de controlar e monitorar a América Latina. Entre 1903 e 1999, baseou-se no Canal do Panamá. Porém, como resultado do “Acordo Carter-Torrijos”, no ano de 1997 os EUA se viram obrigados a abandonar a Base Militar Howard (Comando Sul) no Panamá e transferir-se para Miami, Flórida.

Assim, a partir do ano 2000, o Pentágono desenhou seu novo esquema de controle militar sub-regional, através dos chamados Pontos Avançados de Operação, sob o nome de “Forward Operation Location” (FOL). Estes pontos de operação militar, os FOL, foram desenhados como “centros de movimentação estratégicos” e “uso de força decisiva” em guerras-relâmpagos, com bases e tropas aerotransportadas de implantação rápida.

A Escola das Américas (SOA), agora chamada de Instituto de Cooperação Hemisférica, foi estabelecida no Panamá em 1946 e logo transferida para Fort Benning, Geórgia. Até 2004, nesta escola haviam treinado mais de 61.000 soldados latino-americanos em cursos como: técnicas de combates, técnicas de comando, inteligência militar e técnica de tortura. Estes graduados têm deixado um rastro de sangue e sofrimento em seus países de origem. Atualmente entram na SOA cerca de 1000 soldados e policiais a cada ano. O lamentável é que centenas de milhares de latino-americanos tenham sido vítimas das torturas e violências, tenham sido assassinados por oficiais treinados nesta escola.

As bases militares de Manta, no Equador, eram o principal centro de espionagem eletrônica com tecnologia de satélite do Pentágono na América do Sul. De lá, partiam a cada dia, rotineiramente, aviões espiões Órion C-130, da Armada dos Estados Unidos. Coube ao povo e ao governo do Equador a decisão corajosa e soberana de obrigar os “ianques” a abandonar as bases, não renovando o direito de permanência.

El Salvador

Base militar de Comalapa. Esta base é conhecida como uma FOL. É uma pequena base utilizada para o monitoramento via satélite e como apoio de bases maiores, como a de Manta, do Equador. Seu pessoal possui acessos a portos, espaços aéreos e instalações do governo.

Honduras

Base Soto Cano, em Palnerola. Esta base é usada como uma espécie de radar de estações (freqüências de comunicação). Além disso, promove o treinamento de missões com helicópteros que monitoram o céu e a água da região. São peças fundamentais em operações militares.

Costa Rica

Base militar Libéria. Esta base se encontra na parte continental da América Central e funciona como base de centro operativo durante negociações preliminares e confidenciais.

Colômbia

Conta, até agora, com três bases militares que operam em seu território. A Base Militar de Arauca, oficialmente, é uma instalação desenhada para combater o narcotráfico na Colômbia. Porém, também é um ponto estratégico para o monitoramento da área petrolífera tanto da Colômbia quanto da Venezuela.

Já a Base Militar de Larandia, em Caquetá, serve como base de helicópteros dos EUA. Está preparada com pista de aterrissagem para bombardeiros B-52, cuja capacidade operativa ultrapassa até mesmo os limites territoriais colombiano. Assim, permite-se ter uma cobertura para ataques quase em todo o Continente.

Outra instalação é a Base Militar Tres Esquinas, que serve para operações terrestres com apoio tático de helicópteros e por rios. Ela se converte em ponto estratégico para ataques contra a guerrilha e é um receptor permanente de armamento e logística. Também serve como centro de estratégia militar estadunidense e de tropas de combates.

Atualmente, o presidente Uribe admitiu a instalação de sete bases a mais, sendo cinco delas em terra e duas navais. Algumas são em Malambo, no Atlântico, em Tolemaida, na região de Tolima. Somam-se também instalações em Apiaym Palanquero, Cartágena e Baía de Málaga.

Peru

Conta com duas bases militares: Iquitos e Nanay. Estas bases pertencem às Forças Armadas Peruanas e foram construídas por soldados estadunidenses, que operam na zona fluvial de Nanay, nas Amazonas peruanas.

Paraguai

Base Mariscal Estigarribia. Em maio de 2005, o governo dos Estados Unidos firmou um tratado com o governo paraguaio que permitia contar com uma base militar localizada em Mariscal Estigarribia, província de Boquerón, no chamado “Chaco Paraguayo”.

Ilha Diego García

A instalação está situada ao sul do Oceano Índico, num território colonizado pela Inglaterra e alugado como base militar dos EUA até o ano de 2016. Conta com 2000 soldados ianques e é utilizado como prisão e lugar de passagem de detentos até a Base de Guantánamo.

No Caribe

Cuba

Base Naval de Guantánamo. Localizada a 64 km de Santiago de Cuba, a segunda cidade mais importante do país, e a 920 km de Havana. Em 1903, os EUA tomaram possessão da Baiaa de Guantánamo, lá permanecendo até o momento atual. Abarca uma área de 117,6 km2, sendo 49, 4 km de terra firme e o restante de água e pântano. Delimita uma linha de costa de 17, 5 Km.

Porto Rico

Os EUA têm a base localizada em Vieques, com uma ocupação de 70% do território da ilha. Em 2004, esta base naval e os quartéis regionais do Exército e da Marinha, mais as forças especiais, iniciaram um intenso movimento de Porto Rico a Texas e para a Flórida. O quartel do Comando Sul está localizado em Miami, mas seguem muitas das atividades anteriores.

Aruba

Base Militar Reina Beatriz e Curazao. A Base Militar Hatos é conhecida como “Forward Operation Location” (FOL). Trata-se de bases pequenas que servem para o monitoramento via satélite e como apoio para o controle de vigilância do Mar do Caribe. Em suas áreas próximas está a costa venezuelana, o que tem gerado várias polêmicas entre autoridades de Venezuela e Holanda.

Fonte: Jornal Resumen Latino Americano Setembro e Outubro de 2009 (Pág.: 15)

Tradução: Maria Fernanda M. Scelza e Heitor Cesar Oliveira

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