1º MAIO: OS TRABALHADORES PAGAM PELA CRISE


Comitê Regional do PCB de Santa Catarina

Os efeitos da crise produzida pelo próprio sistema capitalista mundial foram sentidos de imediato na vida dos trabalhadores e trabalhadoras catarinenses, afinal, a crise atingiu os trabalhadores de todo o mundo. As medidas e ações tomadas pelo Governo do Estado, representada pela figura de Luiz Henrique da Silveira, não fizeram mais que socorrer o Capital, dando todo o respaldo a burguesia no Estado para manter suas taxas de lucro no mesmo nível que no período que antecedeu a crise. Se por um lado os mais ricos não viram suas regalias diminuídas, por outro lado os trabalhadores e os setores populares vem sofrendo um ataque aos seus direitos de uma forma avassaladora. Esse ataque pode ser sentido de diversas formas e em diferentes níveis. Um deles que afeta diretamente a vida dos trabalhadores e trabalhadoras catarinenses diz respeito ao direito ao emprego e a renda. O Estado de Santa Catarina teve o pior resultado em geração de empregos dos últimos dez anos, fruto das demissões em massa realizadas pelas empresas instaladas no Estado, principalmente dos setores vinculados à agropecuária e a produção. A baixa geração de empregos foi verificada nos setores de serviço que paga salários mais baixos. O resultado dessa combinação é desemprego somado a novos postos de trabalho cada vez mais precarizados, com menores salários. Se por um lado o Governo segue com os ataques aos trabalhadores, por outro concede uma série de benefícios à burguesia. Um desses gestos foi a aprovação do novo Código Ambiental (por unanimidade na Assembléia Legislativa) que beneficia os grandes latifundiários, responsáveis por grande parte das demissões no Estado, além de acelerar a devastação das matas ciliares contribuindo desta forma para a devastação do meio-ambiente, além de produzir em curto prazo efeitos catastróficos como as grandes enchentes e desabamentos. A terceirização dos serviços penitenciários, além do projeto de privatização da CELESC coloca em pauta o caráter neoliberal e privatizante do atual Governo. O desmonte do Estado se dá entre outras coisas, pela desvalorização do funcionalismo público. Essa política se dá em um momento de forte criminalização e repressão aos movimentos sociais catarinenses, que vem sendo tratados como criminosos por lutarem por seus direitos, a exemplo do movimento contra o aumento da passagem e pelo passe livre, movimento dos trabalhadores sem terra, desempregados e atingidos por barragens. Não podemos cair na falsidade da democracia burguesa, onde quem tem mais pode mais. Fato este demonstrado no PROCESSO DE CASSAÇÃO DO GOVERNADOR QUE ACABOU EM PIZZA após um longo período de tramitação no TSE. O resultado foi sua absolvição quase unânime sem que nenhum fato novo tivesse surgido para tanto. A farsa foi tão grande a ponto de um dos juízes reconhecer a ilegalidade da propaganda de LHS nas eleições de 2006, porém considerando difícil reconhecer sua “potencialidade”. Agora, Luiz Henrique da Silveira, numa jogada à direita, deixa o cargo do governo do Estado, evitando uma cassação perante a justiça, deixando as rédeas do poder para seu vice Leonel Pavan, do PSDB, que também responde processo na justiça, onde foi denunciado por corrupção passiva em caso que envolve empresa de combustíveis. Não há como construir ilusões em torno de saídas por dentro da ordem do capital, como os partidos conservadores tanto propagandeiam. Os partidos da burguesia se propõem administrar o capitalismo, em um projeto de conciliação de classe que beneficia na sua totalidade os grandes capitalistas, pois estes se apropriam de toda riqueza produzida pela classe trabalhadora. “OS GOVERNOS DÃO FORTUNAS AOS RICOS COM UMA MÃO E MIGALHAS AOS POBRES COM A OUTRA.” Só para se ter uma idéia da exploração que existe no capitalismo, no Brasil, em 1990, os 10% mais ricos controlavam 53% da riqueza, já em 2009, os 10% mais ricos passaram a controlar 74% da riqueza do país. Enquanto os salários mal recuperam as perdas, os lucros das empresas cresceram em mais de 100% no período de 2003 a 2007. No governo Lula, em recente crise, foi gasto para salvar os bancos, em uma semana, mais do que o dobro do que todo o ano foi gasto em saúde. ENQUANTO OS TRABALHADORES SUAM A CAMISA, OS GRANDES CAPITALISTAS SE APROVEITAVAM DA CRISE PARA SUGAR O DINHEIRO DOS GOVERNOS COMO VERDADEIROS PARASITAS. Não há como superar os problemas sociais em Santa Catarina, no Brasil e no mundo por dentro do capitalismo, pois este é o real problema dos trabalhadores. PORTANTO É  NECESSÁRIO A DERRUBADA DO SISTEMA CAPITALISTA. Nós do PCB defendemos que aqueles que geram toda riqueza têm o direito de decidir o que fazer com ela. Têm o direito de socializá-la em forma de salário digno, saúde, educação, moradia, alimentação com a qualidade e gratuidade para todos. Por isso é necessário que toda a classe trabalhadora descruza os braços, se una e organize em projeto de luta anti-capitalista e anti-imperialista, para a Revolução Socialista, visando a construção de uma sociedade onde não existam nem explorados, nem exploradores, a SOCIEDADE COMUNISTA.

À luta!

– Nem um direito a menos! Pela redução da jornada de trabalho sem redução dos salários;

– Por estabilidade no emprego e recomposição salarial;

– Pelo Piso Salarial Nacional para os Professores;

– Pela garantia de segurança no Trabalho;

– Contra a Terceirização dos Serviços Públicos;

– Pela Reforma Agrária.

– Contra a criminalização dos Movimentos Sociais

Fonte: http://pcbfloripa.blogspot.com/2010/05/1-maio-os-trabalhadores-pagam-pela.html

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