Manifestação reúne 6 mil contra o aumento das tarifas


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A manifestação chamada pela Frente de Luta pelo Transporte Público de Florianópolis nesta quinta-feira (13/05) reuniu cerca de 6 mil estudantes, trabalhadores e trabalhadoras e moradores de várias comunidades que exigiram a revogação imediata do aumento de 7, 3 % nas tarifas do transporte coletivo “privado” de Florianópolis, que elevou as tarifas para os absurdos valores de R$2,38 (cartão) e R$ 2,95 (dinheiro).

Além da redução imediata das tarifas a manifestação exigiu também a reformulação total do sistema de transporte coletivo, a fim de atender as necessidades da população, e transparência nas planilhas de custos do transporte coletivo, já que a recente entrega da planilha pela prefeitura só foi obtida após os ativistas se acorrentarem na sede do Sindicato das Empresas de Transporte.

A manifestação pacífica saiu em passeata por volta das 18h da frente do Terminal do Centro (Ticen) e seguiu pelas principais ruas da cidade, o tempo todo cercada por um enorme aparato policial (cerca de 550 policiais) e monitorada por policiais à paisana (mas nem tanto).  Durante a manifestação, a polícia militar tentou o tempo todo conduzir a passeata para as ruas que eles queriam. Em resposta, os manifestantes simplesmente sentavam no chão até que polícia liberasse a rua. A tática deu certo. O melhor era ver os policiais acostumados a agir com truculência sem reação.

Na Avenida Mauro Ramos houve dois momentos tensos. O primeiro foi quando a passeata tomou as quatro pistas da avenida perto do SESC Prainha. Nesse momento um cordão de policiais empurrou as pessoas para a pista da esquerda e, aproveitando a situação, um dos policiais tentou agredir um manifestante que estava em cima de pernas de pau, mas a intervenção de ativistas impediram que ele fosse agredido e possivelmente a preso sem motivo.

O segundo momento foi perto do IFSC,  quando os manifestantes tentaram ir até a Avenida Beira Mar Norte. Durante esse momento, algumas pessoas relataram que tomaram choques dos teasers de policiais. Pude presenciar também uma cena deprimente: um oficial da calavalaria da PM ameaçando populares que estavam apenas vendo as manifestações.

A manifestação seguiu para a Câmara de Vereadores e depois para a Prefeitura, onde se fez o enterro simbólico do Sistema de Transporte Coletivo PRIVADO de Florianópolis.

A manifestação seguiu depois até o Ticen, onde foi feita uma assembléia e foram encaminhas duas propostas: a primeira, de dar continuidade ao ato ocupando o Ticen. A segunda proposta, que foi a aprovada, de encerrar o ato e fortalecer a organização chamado mais pessoas.

Após a assembléia, quando boa parte das pessoas estava indo embora, um grupo de cerca de 40 pessoas pulou as catracas do Ticen. A maioria conseguiu entrar, mas um jovem foi preso e uma outra ativista foi agredida pela polícia quando tentava fugir do Grupo de Resposta Tática (GRT).

O ativista preso assinou um termo circunstanciado e terá que se apresentar ao juiz no dia 1º  de julho. O termo foi feito por um delegado que fica à disposição das empresas de transporte dentro do Ticen.

Retirado de http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2010/05/471449.shtml

Acompanhe o site http://tarifazero.org/

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