Quem é Osama bin Laden?


100511_binGlobal Research – [Michel Chossudovsky, Tradução de Diário Liberdade] 12 de Setembro de 2001. Poucas horas após os ataques terroristas ao World Trade Center e ao Pentágono, a administração de Bush concluiu, sem nenhuma evidencia, que “Osama bin Laden e sua organização, al-Qaeda, eram os principais suspeitos”.

O Diretor da CIA, George Tenet, declarou que Bin Laden teria a capacidade de planejar “ataques múltiplos com pouco ou nenhum alarde”. O Secretário de Estado Colin Powell chamou estes ataques de “um ato de guerra” e o Presidente Bush confirmou, na mesma noite, em um discurso televisionado que “não faria distinção entre os terroristas que cometeram este ato e aqueles que os protegerem”. O antigo Diretor da CIA James Woosley apontou seu dedo para o “patrocínio estatal”, implicando na cumplicidade de um ou mais governos estrangeiros. Nas palavras do antigo Conselheiro de Segurança Nacional, Lawrence Eagleburger, “Eu acredito que iremos mostrar que quando somos atacados dessa maneira, nós somos terríveis em nossa força e em nossa retribuição”.

Entretanto, imitando as declarações oficiais, o mantra da mídia ocidental aprovou o lançamento de “ações punitivas” diretamente contra alvos civis do Oriente Médio. Nas palavras de William Saffire, escritas no New York Times: “Quando nós determinarmos razoavelmente as bases e campos dos nossos inimigos, nós deveremos pulverizá-los – minimizando, no entanto, aceitando o risco de dano colateral” – e agir abertamente ou secretamente para desestabilizar as nações protetoras do terror.

O texto a seguir resume a história de Osama bin Laden e suas ligações com a “jihad” islâmica para a formulação da política externa dos EUA durante a guerra fria, bem como suas consequências.

O principal suspeito aos ataques terroristas em Nova York e Washington, estigmatizado pelo FBI como “terrorista internacional”, por sua participação nos bombardeios das embaixadas estadunidenses na África, o saudita Osama bin Laden foi recrutado durante a guerra Soviética-Afegã, “ironicamente sob os auspícios da CIA, para lutar contra os intrusos soviéticos”.1

Em 1979 “a maior operação secreta da história da CIA” emitiu uma resposta à invasão soviética ao Afeganistão que visava apoiar o governo pró-comunista de Babrak Kamal.2:

Com o encorajamento da CIA e da paquistanesa ISI (Inter-Services Intelligence), que pretendiam tornar a jihad afegã em uma guerra global financiada por todos os Estados islâmicos contra a União Soviética, mais de 35.000 muçulmanos radicais de 40 países se juntaram para lutar ao lado do Afeganistão entre 1982 e 1992. Mais de dez mil pessoas vieram para estudar nas escolas paquistanesas. No fim das contas, mais de 100.000 muçulmanos radicais estrangeiros foram diretamente influenciados pela jihad afegã.3

A “jihad” Islâmica foi apoiada pelos Estados Unidos e pela Arábia Saudita com uma parte significante dos fundos gerados pelo comercio de drogas do Crescente de Ouro:

Em março de 1985, o Presidente Reagan assinou a Decisão Direta de Segurança Nacional 166, [que] autoriza [ou] apoio militar secreto ao Mujahideen, e isso deixa claro que esta guerra secreta afegã possui um novo objetivo: derrotar as tropas soviéticas no Afeganistão através de uma ação secreta e encorajar a retirada soviética. A nova assistência secreta estadunidense começa com um aumento dramático nas provisões de armamentos – Um constante aumento de 65.000 toneladas anuais em 1987, … bem como o “contingente incontável” de especialistas da CIA e do Pentágono que viajaram secretamente para os quartéis militares da ISI paquistanesa na estrada principal próxima a Rawalpindi, no Paquistão. Lá, os especialistas da CIA encontraram os agentes da inteligência paquistanesa para auxiliá-los no planejamento das operações para os rebeldes afegãos.4

A Agência Central de Inteligência (CIA) usando os Inter Serviços de Inteligência militar paquistanês (ISI) desempenhou um papel fundamental no treinamento dos Mujahideen. Por sua vez, a CIA financiou o treinamento de guerrilha que foi integrado nos ensinamentos do Islã:

Temas predominantes onde o Islã era uma ideologia sociopolítica completa, onde o sagrado Islã era violado pelas tropas soviéticas ateias, e onde os povos islâmicos do Afeganistão deveriam reconquistar sua independência expulsando o regime de esquerda afegão assessorado por Moscou. 5

O Aparato de Inteligência Paquistanês

O ISI paquistanês foi utilizado como um “meio”. O deu apoio secreto da CIA à “jihad” operando indiretamente através do ISI paquistanês – por exemplo, a CIA não transmitiu seu apoio diretamente ao Mujahideen. Em outras palavras, para que essas operações secretas tivessem sucesso, Washington teve que tomar cuidado para não revelar os objetivos principais desta “jihad”, que consistiam em destruir a União Soviética.

Nas palavras de Milton Beardman, da CIA, “Nós não treinamos os árabes”. No entanto, de acordo com Abdel Monam Saidali, do Centro de Estudos Estratégicos al-Aram no Cairo, bin Laden e os “árabes afegãos” tinham sido conduzidos “através de tipos muito sofisticados de treinamento que foram passados para eles pela CIA”.6

Beardman, da CIA, confirmou, a esse respeito, que Osama bin Laden não sabia que estava sendo uma peça nas mãos de Washington, Nas palavras de bin Laden (citado de Beardman): “nem eu, nem meus irmãos, vimos evidências de ajuda estadunidense”. 7

Motivado pelo nacionalismo e por fervor religioso, os guerreiros islâmicos desconheciam que estavam lutando contra o exército soviético em favor dos interesses do Tio Sam. Embora houvesse contato nos altos níveis da hierarquia da inteligência, os líderes do movimento rebelde islâmicos não tinham contato com Washington ou com a CIA.

Com o apoio da CIA e a canalização de somas massivas de apoio militar dos EUA, a ISI paquistanesa tinha desenvolvido uma “estrutura paralela controlando, sob todos os aspectos, enorme poder do governo”. A equipe da ISI, composta por oficiais militares e da inteligência, por burocratas, agentes secretos e informantes, chegava a um número de 150.000 pessoas. 9

No entanto, as operações da CIA apenas reforçaram o regime militar paquistanês liderado pelo General Zia Ul Haq:

“As relações entre a CIA e a ISI [Inteligência Militar do Paquistão] se tornaram cada vez mais calorosas depois que o [General] Zia expulsou Bhutto e do advento do regime militar”. Durante a maior parte da Guerra do Afeganistão, o Paquistão teve uma postura antissoviética mais agressiva que a dos Estados Unidos. Logo após a invasão militar soviética do Afeganistão, em 1980, Zia [ul Haq] enviou o chefe da ISI para desestabilizar os Estados Centrais Asiáticos Soviéticos. A CIA apenas se envolveu nestes planos em outubro de 1984… “A CIA foi mais cautelosa que o Paquistão”. Tanto o Paquistão quanto os Estados Unidos tomaram uma postura pública falsa de negociação e resolução enquanto secretamente acreditavam que uma intervenção militar era o melhor caminho no Afeganistão. 10

O triângulo das drogas do Crescente Dourado

A história do tráfico de drogas da Ásia Central esta intimamente relacionada com as operações secretas da CIA. Antes da guerra Afegã-Soviética a produção de ópio do Afeganistão e do Paquistão era direcionada ao pequeno mercado regional. Não havia produção local de heroína. 11 Sobre este tema, as pesquisas de Alfred McCoy confirmam que durante os dois anos dos ataques das operações da CIA no Afeganistão, ” as terras da fronteira Afeganistão-Paquistão se tornaram as maiores produtoras de heroína do mundo, atendendo 60% da demanda dos Estados Unidos. No Paquistão, a população viciada em heroína passou de quase nula em 1979… para 1.2 milhões em 1985 – Um crescimento muito maior que o de qualquer outra nação”: 12

O patrimônio da CIA novamente controlava este tráfico de heroína. Quando os guerrilheiros Mujahideen conquistavam territórios no Afeganistão, ordenavam os aldeões a plantar ópio como um imposto para os revolucionários. Por toda a fronteira com o Paquistão, os líderes e, as organizações locais sob a proteção da Inteligência Paquistanesa operavam centenas de laboratórios de produção de heroína. Durante esta década de alargamento do tráfico de drogas, a Agencia de Combate ás Drogas estadunidense em Islamabad falhou aos instigar maiores apreensões ou prisões… Os oficiais estadunidenses se recusaram a investigar as cargas do mercado de drogas de seus aliados afegão “porque a política de narcóticos no Afeganistão estava subordinada à guerra contra a influência soviética lá”. Em 1995, o antigo diretor das operações da CIA no Afeganistão, Charles Cogan, admitiu que a CIA de fato sacrificou a guerra contra as drogas para lutar na Guerra Fria. “Nossa missão principal era causar o maior dano possível aos soviéticos. Nós realmente não tínhamos recursos ou tempo para devotar à investigação do tráfico de drogas”… “Eu não acho que tenhamos que nos desculpar por isso. Toda situação tem suas consequências… Lá houve consequências em relação às drogas, sim. Mas, nosso objetivo foi alcançado. Os soviéticos deixaram o Afeganistão”. 13

Na esteira da Guerra Fria

Na esteira da Guerra Fria, a região da Ásia Central não é apenas estratégica por suas extensas reservas de petróleo, é estratégica também, pois, representa três quartos da produção mundial de ópio, o que significa que representa uma receita multibilionária das organizações de mercado, instituições financeiras, agências de inteligência e crime organizado. As receitas anuais do tráfico de drogas no Crescente Dourado (entre 100 e 200 bilhões de dólares) representam aproximadamente um terço do volume mundial de negócios anual de narcóticos. Estimados pela ONU na ordem de $500 bilhões. 14

Com a desintegração da União Soviética, uma nova onda de produção de ópio foi revelada. (De acordo com as estimativas da ONU) a produção de ópio no Afeganistão em 1998-99 – coincidem com a formação de insurgências armadas nas antigas repúblicas soviéticas – alcançando o recorde de 4.600 toneladas. 15 As poderosas organizações de mercado na antiga União Soviética aliadas ao crime organizado estão competindo pelo controle estratégico das rotas de heroína.

A extensiva rede de inteligência militar da ISI não se desmantelou com o fim da Guerra Fria. A CIA continuou a apoiar a “jihad” islâmica através do Paquistão. Novas iniciativas secretas foram colocadas em prática na Ásia Central, no Cáucaso e nos Bálcãs. O aparato militar e de inteligência paquistanês serviu essencialmente “como um catalisador para a desintegração da União Soviética e para a emergência de seis novas repúblicas islâmicas na Ásia Central”. 16

Entretanto, os missionários islâmicos da seita Wahhabi, da Arábia Saudita , têm se instalado nas repúblicas muçulmanas, bem como no interior da federação Russa, ocupando as instituições do Estado Secular. Apesar de sua ideologia Anti-EUA, o fundamentalismo islâmico está servindo largamente aos interesses estratégicos de Washington na antiga União Soviética.

Em sequência à retirada das tropas soviéticas em 1989, a guerra civil no Afeganistão continuou com o mesmo fervor. O Talibã tem sido apoiado pelos muçulmanos DeobandisNT1 paquistaneses e seu partido político Jamiat-ul-Ulema-e-Islam (JUI). Em 1993, o JUI ingressou em uma coalizão do Primeiro Ministro Benazzir Bhutto. Utilizando-se de seus laços com o JUI, o exército e a ISI se estabeleceram. Em 1995, com a queda do governo Hezb-I-Islami Hektmatyar em Cabul, o Talibã não só instaurou um governo Islâmico linha dura, eles também “tomaram controle dos campos de treinamento no Afeganistão até as facções do JUI…” 17

E o JUI com o apoio dos movimentos Wahhabi sauditas desempenhar um papel central no recrutamento de voluntários para lutar nos Bálcãs e na antiga União Soviética.

O Jane Defense Weekly confirma a respeito de que “metade do poder humano do Talibã e seu equipamento foi originado no Paquistão pela ISI”. 18

De fato, parece que na sequência da retira das tropas soviéticas, os dois lados da guerra civil no Afeganistão continuaram a receber apoio secreto vindo da ISI paquistanesa. 19

Em outras palavras, o Estado Islâmico Talibã, suportado pela inteligência militar do Paquistão (ISI) que por sua vez, era controlado pela CIA, estava largamente servindo aos interesses geopolíticos dos EUA.A rota de tráfico do Crescente Dourado foi utilizado para financiar e equipar o Exército Muçulmano da Bósnia (com início no começo da década de 1990) e o Exército de Libertação de Kosovo (KLA). Nos últimos meses existem evidencias de que mercenários Mujahidden estejam lutando nas fileiras terroristas da KLA-NLA em seus ataques na Macedônia.

Não existem dúvidas de que isso explique o porquê Washington fechou seus olhos para o reinado de terror imposto pelo Talibã, incluindo a descarada revogação dos direitos da mulher, o fechamento de escolas para mulheres, as demissões dos cargos femininos do governo e a execução das “leis de punição da ChariaNT2“. 20

A Guerra na Chechênia

No que se refere à Chechênia, os principais líderes rebeldes, Shamil Basayev e al-Khattab, foram treinados e instruídos nos Campos patrocinados pela CIA no Afeganistão e no Paquistão. De acordo com Yossef Bodansky, diretor da Força Tarefa do Congresso sobre Terrorismo e Guerra não Convencional dos EUA, a guerra na Chechênia foi planejada durante um encontro secreto do Internacional HizbAllah realizado em 1991, em Mogadishu, na Somália. 21 O encontro foi organizado por Osama bin Laden e oficiais do alto escalão da inteligência iraniana e paquistanesa. A esse respeito, o envolvimento do ISI paquistanês na Chechênia “vai muito além do que o fornecimento de armas e experiência para a Chechênia: A ISI e os seus líderes fundamentalistas islâmicos estão atualmente mandando na guerra”. 22

Os principais oleodutos da Rússia passam por sob o território da Chechênia e do Daguistão. Apesar da superficial condenação de Washington ao terrorismo islâmico, os beneficiados indiretos da guerra da Chechênia são os conglomerados petrolíferos anglo-americanos que estão competindo pelo controle sobre os recursos petrolíferos e oleodutos da bacia do Mar Cáspio.

Os dois principais exércitos rebeldes Chechênos (respectivamente liderados pelo Comandante Shamil Basayev e Emir Khattab) com força estimada de 35.000 mil homens, é apoiado pela ISI paquistanesa, que tem desempenhado papel fundamental na organização e no treinamento do Exército Rebelde Chechêno:

[Em 1994] O ISI paquistanês arranjou para que Basayev e seus lugar-tenentes se submetessem a um intensivo doutrinamento do Islam e treinamento em táticas de guerrilha em Khost, província do Afeganistão, no campo de Amir Muawia, criado no inicio dos anos de 1980 pela CIA e pela ISI e dirigida pelo famoso comandante afegão Gulbuddin Hekmatyar. Em julho de 1994, depois de ter-se graduado em Amir Muawia, Baseyev foi transferido para o campo de Markaz-i-Dawar, no Paquistão para se submeter ao treinamento avançado de táticas de Guerrilha. No Paquistão, Baseyev conheceu o mais alto escalão dos militares e da inteligência Paquistanesa: O Ministro da Defesa, General Aftab Shahban Mirani, o Ministro do Interior, General Naserullah Babar, e o chefe da ISI do setor responsável pelo apoio as causas islâmicas, General Javed Ashraf (agora aposentado). As ligações no alto escalão, pouco tempo depois, mostraram ser valiosas para Basayev. 23

Em seqüência ao treino e a breve doutrinação, Baseyev foi escalado para líderal o ataque contra as tropas federais da Rússia na primeira guerra na Chechênia. Sua organização também desenvolveu uma extensiva conexão com as organizações criminosas de Moscou, bem como laços com o crime organizado Albanês e o Exército de Libertação de Kosovo (KLA). Em 1997-98, de acordo com o Serviço de Segurança Federal da Rússia (FSB) “Os comandantes Chechênos começaram a comprar imóveis em Kosovo… através de algumas firmas reais registradas como Iugoslavas”. 24

A organização de Basayev também esteve envolvida em algumas algazarras, inclusive com narcóticos, escutas ilegais e sabotagem de oleodutos russos, sequestros, prostituição, comércio de dólares falsificados e contrabando de materiais nucleares (Veja: Mafia linked to Albania’s collapsed pyramids). 25 Justamente esses negócios lucrativos, lavagem de dinheiro e trafico de drogas, além de outras atividades ilícitas têm sido canalizados para o recrutamento de mercenários e para a compra de armas.

Durante seu treinamento no Afeganistão, Shamil Basayev estabeleceu ligações com o veterano saudita, Comandante Mujahidden “al-Khattab” que lutou como voluntário no Afeganistão. Apenas dois meses após o retorno de Basayev a Grozny, Khattab foi convidado (no início de 1995) para estabelecer uma base militar na Chechênia e treinar os guerreiros Mujahideen. De acordo com a BBC, o posto de Khattab na Chechênia foi “arranjado pela Organização Islamic Relief, com sede na Árabia Saudita, uma organização religiosa militante, fundada por mesquitas e indivíduos ricos que transmitiam fundos para a Chechênia”. 26

Considerações Finais

Desde a era da Guerra Fria, Washington conscientemente tem apoiado Osama bin Laden, enquanto ao mesmo tempo o coloca na “lista dos mais procurados” do FBI como o terrorista mundialmente conhecido.

Enquanto os Mujahideen estão ocupados lutando a guerra estadunidense nos Bálcãs e na antiga União Soviética, o FBI – operando com a Força de Polícia da sede dos EUA – está empreendendo uma guerra doméstica contra o terrorismo, operando, em alguns casos, de maneira independente da CIA que tem – desde a guerra Soviético-Afegã – apoiado o terrorismo internacional através de suas operações secretas.

Em uma cruel ironia, enquanto a “jihad” islâmica – apresentada pela Administração Bush como “uma ameaça para os EUA” – é acusada pelos ataques terroristas ao World Trade Center e ao Pentágono, estas mesmas organizações Islâmicas constituem uma peça chave das operações de Inteligência Militar dos Estados Unidos nos Bálcãs e na antiga União Soviética.

No rescaldo dos ataques terroristas em Nova York e Washington, a verdade deve prevalecer para prevenir que a Administração Bush, juntamente com seus aliados da OTAN, embarque em uma aventura militar contra as ameaças ao futuro da humanidade.

NOTAS

1.Hugh Davies, International: ‘Informers’ point the finger at bin Laden; Washington on alert for suicide bombers, The Daily Telegraph, London, 24 de agosto de 1998.

2.Veja Fred Halliday, “The Un-great game: the Country that lost the Cold War, Afghanistan, New Republic, 25 de março de 1996):

3.Ahmed Rashid, The Taliban: Exporting Extremism, Foreign Affairs, Novembro – Dezembro de 1999.

4.Steve Coll, Washington Post, July 19, 1992.

5.Dilip Hiro, Fallout from the Afghan Jihad, Inter Press Services, 21 de novembro de 1995.

6.Weekend Sunday (NPR); Eric Weiner, Ted Clark; 16 de agosto de 1998.

7.Ibidem

8.Dipankar Banerjee; Possible Connection of ISI With Drug Industry, India Abroad, 2 de dezembro de 1994.

9.Ibidem

10.Veja Diego Cordovez e Selig Harrison, Out of Afghanistan: The Inside Story of the Soviet Withdrawal, Oxford university Press, New York, 1995. Veja também a vevisão de Cordovez e Harrison no International Press Services, 22 de agosto de 1995.

11.Alfred McCoy, Drug fallout: the CIA’s Forty Year Complicity in the Narcotics Trade. The Progressive; 1 de agosto de 1997.

12.Ibidem

13.Ibidem.

14.Douglas Keh, Drug Money in a changing World, Technical document no 4, 1998, Vienna UNDCP, p. 4. Veja também Report of the International Narcotics Control Board for 1999, E/INCB/1999/1 United Nations Publication, Vienna 1999, p 49-51, E Richard Lapper, UN Fears Growth of Heroin Trade, Financial Times, 24 de fevereiro de 2000.

15.Report of the International Narcotics Control Board, op cit, p 49-51, veja também Richard Lapper, op. cit.

16.International Press Services, 22 de agosto de 1995.

17.Ahmed Rashid, The Taliban: Exporting Extremism, Foreign Affairs, Novembro – Dezembro , 1999, p. 22.

18.Citado no Christian Science Monitor, 3 de setembro de 1998)

19.Tim McGirk, Kabul learns to live with its bearded conquerors, The Independent, London, 6 ,de novembro de 1996.

20.Veja K. Subrahmanyam, Pakistan is Pursuing Asian Goals, India Abroad, 3 de novembro de 1995.

21.Levon Sevunts, Who’s calling the shots?: Chechen conflict finds Islamic roots in Afghanistan and Pakistan, 23 The Gazette, Montreal, 26 de outubro de 1999.

22.Ibidem

23.Ibidem

24.Veja Vitaly Romanov e Viktor Yadukha, Chechen Front Moves To Kosovo Segodnia, Moscow, 23 de fevereiro de 2000.

25.The European, 13de fevereiro de 1997, veja também Itar-Tass, 4-5 de Janeiro de 2000.

26.BBC, 29 de setembro de 1999.

Michel Chossudovsky é Professor de Economia, Universidade de Ottawa

Traduzido para Diário Liberdade por E. R. Saracino

Notas do tradutor

NT1. O movimento Deobandi é uma seita dentro do Islã, fundada na Índia no século XIX, que desempenha importante papel político em toda a península Índica

NT2.

A Chária é o conjunto de leis interpretadas do Corão ou dos Hadiths (ensinamentos do profeta Muhammad), normalmente adotadas como jurisprudência em países islâmicos. Como derivam de interpretações do Corão, são brandas ou severas de acordo com o interprete mais aceito pelo Estado.

Fonte: http://www.diarioliberdade.org/index.php?option=com_content&view=article&id=15440

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