Teu nome


Preciso confessar, sinto tua falta:
a distância da voz aveludada,
a ausência dos teus lábios de carmim.
Cala tantas palavras, tua lembrança.

Deixaste tempo pleno de esperança,
“imensas extensões de tua ternura”
e em meus olhos, teu “brilho de farol”.
Nossas noites, estrelas de alturas.

Preciso confessar tantas saudades.
Conheci teus enganos e tuas teimas.
Mas, conheci também a tua bondade:
Teu braço estendido aos caídos.

Amores chegaram, novos virão.
Cá eu penso, eu digo, eu repito:
Não passastes em vão, mesmo passaste.
Tua palavra, ouço, ainda ouvirão.

É nosso fruto amor, bardos de fogo,
Talhado de operários e campesinos,
Rememorado em cada novo sol,
E no teu sempre nome, Soviética!

Poema belíssimo do amigo e camarada Robson Ceron

Uma homenagem aos 100 anos da Revolução Russa.

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