De Darwin, de caixas-pretas e do surpreendente retorno do ‘criacionismo’

Por Maurício Vieira Martin

Professor Ciências Sociais UFF

No segundo semestre de 1999, as autoridades educacionais do Kansas, nos Estados Unidos, decidiram equiparar a teoria da evolução de Darwin ao texto bíblico do Gênesis nos currículos escolares daquele estado. Tal decisão, que vale desde o que corresponderia ao nosso ensino básico até o final do segundo grau, constitui mais um capítulo de uma antiga disputa que opõe os defensores da criação divina (criacionistas) aos evolucionistas. Só que, dessa vez, a disputa assume feições singulares que merecem ser analisadas com cuidado, tendo em vista a emergência de uma produção acadêmica especializada, de fundo religioso, funcionando como base conceitual que dá suporte a tal tipo de decisão (lembremos que não é o primeiro estado norte-americano que opta por proceder dessa maneira). Além do que, em se tratando de um fenômeno ocorrido na potência hegemônica do planeta, não resta dúvida que ele tem um efeito de irradiação muito poderoso, que pode ser atestado, conforme veremos mais adiante, na tradução para o nosso idioma de uma bibliografia que, a partir de um ponto de vista muito peculiar, declara a teoria de Darwin cientificamente ultrapassada. Continuar lendo “De Darwin, de caixas-pretas e do surpreendente retorno do ‘criacionismo’”

Desemprego aberto cresce: 13,6% no trimestre encerrado em abril de 2017, segundo IBGE

PNAD Contínua: taxa de desocupação fica em 13,6% no trimestre encerrado em abril de 2017

A taxa de desocupação foi estimada em 13,6% no trimestre móvel encerrado em abril de 2017, ficando 1,0 ponto percentual acima da taxa do trimestre que terminou em janeiro (12,6%). Na comparação com o mesmo período de 2016 (11,2%), o quadro também foi de acréscimo (2,4 pontos percentuais).

A população desocupada (14,0 milhões de pessoas) cresceu 8,7 % em relação ao observado entre novembro de 2016 e janeiro de 2017 (12,9 milhões de pessoas), um acréscimo de 1,1 milhão de pessoas não ocupadas na procura por trabalho. No confronto com igual trimestre do ano passado, esta estimativa subiu 23,1%, um aumento de cerca de 2,6 milhões de pessoas desocupadas na força de trabalho.

Já a população ocupada (89,2 milhões de pessoas) caiu 0,7%, quando comparada com o trimestre de novembro de 2016 a janeiro de 2017 (89,9 milhões de pessoas). Em comparação com igual trimestre de 2016, quando o total de ocupados era de 90,6 milhões de pessoas, houve queda de 1,5%, uma redução de 1,4 milhão de pessoas.

O número de empregados com carteira assinada (33,3 milhões) reduziu 1,7% (menos 572 mil pessoas) na comparação com o trimestre de novembro de 2016 a janeiro de 2017 (33,9 milhões). Frente ao trimestre de fevereiro a abril de 2016, houve queda de 3,6%, o que representou a perda de aproximadamente 1,2 milhão de pessoas nessa condição.

O rendimento médio real habitualmente recebido em todos os trabalhos (R$ 2.107) ficou estável frente ao trimestre de novembro de 2016 a janeiro de 2017 (R$ 2.095) e também em relação ao mesmo trimestre do ano anterior (R$ 2.052).

A massa de rendimento real habitualmente recebida em todos os trabalhos (R$ 183,3 bilhões) ficou estável em relação ao trimestre de novembro de 2016 a janeiro de 2017 (R$ 183,5 bilhões) e frente ao mesmo trimestre do ano anterior (R$ 181,2 bilhões).

A publicação completa da PNAD Contínua pode ser acessada aqui.

Os indicadores da Pnad Contínua são calculados para trimestres móveis, utilizando-se as informações dos últimos três meses consecutivos da pesquisa. A taxa do trimestre móvel terminado em abril de 2017 foi calculada a partir das informações coletadas em fevereiro/2017, março/2017 e abril/2017. Nas informações utilizadas para o cálculo dos indicadores para os trimestres móveis encerrados em março e abril, por exemplo, existe um percentual de repetição de dados em torno de 66%. Essa repetição só deixa de existir após um intervalo de dois trimestres móveis. Mais informações sobre a metodologia da pesquisa estão disponíveis aqui.

No trimestre móvel encerrado em abril de 2017, havia cerca de 14,0 milhões de pessoas desocupadas no Brasil. Este contingente representou aumento de 8,7% (1,1 milhão de pessoas) frente ao trimestre de novembro de 2016 a janeiro de 2017, quando essa população havia sido estimada em 12,9 milhões de pessoas. No confronto com igual trimestre do ano passado, esta estimativa subiu 23,1%, significando um aumento de cerca de 2,6 milhões de pessoas desocupadas na força de trabalho.

O contingente de ocupados foi estimado em 89,2 milhões no trimestre de fevereiro a abril de 2017. Essa estimativa representou queda de 0,7%, quando comparada com o trimestre de novembro de 2016 a janeiro de 2017 (menos 615 mil pessoas ocupadas). Em comparação com igual trimestre do ano passado, quando o total de ocupados era de 90,6 milhões de pessoas, foi registrada queda de 1,5%, representando redução de 1,4 milhão de pessoas.

O número de empregados no setor privado com carteira de trabalho assinada, estimado em 33,3 milhões de pessoas, caiu 1,7% na comparação com trimestre de novembro de 2016 a janeiro de 2017 (menos 572 mil pessoas). Frente ao trimestre de fevereiro a abril de 2017, houve queda de 3,6%, o que representou a perda de aproximadamente 1,2 milhão de pessoas nessa condição.

A categoria dos empregados no setor privado sem carteira de trabalho assinada (10,3 milhões) ficou estável em relação a novembro de 2016 a janeiro de 2017, mas subiu 3,1% frente ao mesmo período do ano anterior (mais 306 mil pessoas).

Tanto o contingente de trabalhadores domésticos (6,1 milhões) quanto o de empregados no setor público (11,0 milhões) ficaram estáveis em relação ao trimestre encerrado janeiro de 2017, e também em relação ao mesmo período do ano anterior.

O número de empregadores (4,1 milhões) apresentou estabilidade em relação ao trimestre de novembro de 2016 a janeiro de 2017 e aumento de 10,6% em relação ao mesmo período do ano anterior, mais 395 mil pessoas.

A categoria das pessoas que trabalharam por conta própria (22,3 milhões) se manteve estável em relação ao trimestre de novembro de 2016 a janeiro de 2017. Na comparação com o trimestre de fevereiro a abril de 2016, houve queda de 3,1%, um decréscimo de 702 mil pessoas nessa condição.

Na análise do contingente de ocupados por grupamentos de atividade, em relação ao trimestre de novembro de 2016 a janeiro de 2017, houve expansão nos grupamentos indústria geral (1,8%) e alojamento e alimentação (3,0%). No mesmo período, houve queda nos grupamentos agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (-2,4%), construção (-4,1%) e comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (-2,6%). Nos demais grupamentos, o quadro foi de estabilidade.

O rendimento médio real habitualmente recebido em todos os trabalhos pelas pessoas ocupadas foi estimado em R$ 2.107, mostrando estabilidade frente ao trimestre de novembro de 2016 a janeiro de 2017 (R$ 2.095) e em relação ao mesmo trimestre do ano anterior (R$ 2.052).

Quando analisado por grupamentos de atividade, com exceção dos trabalhadores domésticos, que tiveram alta de 1,9% no rendimento em relação ao trimestre móvel de novembro de 2016 a janeiro de 2017, todos os demais grupamentos se mantiveram estáveis nessa comparação.

A massa de rendimento médio real habitualmente recebido em todos os trabalhos pelas pessoas ocupadas foi estimada em R$ 183,3 bilhões de reais, apresentando estabilidade em relação ao trimestre de novembro de 2016 a janeiro de 2017 e frente ao mesmo trimestre do ano anterior .

http://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-sala-de-imprensa/2013-agencia-de-noticias/releases/9990-pnad-continua-taxa-de-desocupacao-fica-em-13-6-no-trimestre-encerrado-em-abril-de-2017.html