Residentes de 11 países avaliam vida antes e depois do colapso da URSS

Conforme os dados da pesquisa Sputnik-Opinião, em 9 dos 11 países da antiga União Soviética a maioria dos residentes com idade superior a 35 anos pensam que a vida na URSS era melhor, comparada a vida depois do colapso.

Na Rússia, 64% dos participantes da pesquisa, que viveram na época da União Soviética, avaliaram a qualidade de vida na URSS como sendo melhor do que depois da desintegração do Estado socialista. Na Ucrânia esta opinião foi ecoada por 60% dos entrevistados. A percentagem mais alta foi destacada na Armênia (71%) e no Azerbaijão (69%). Os entrevistados que nasceram depois do colapso da URSS, com idade entre 18 e 24 anos, consideram que a vida melhorou depois de 1991 (ano da desintegração da URSS). Esta opinião foi expressa por 63% dos jovens entrevistados. Os dados foram recolhidos pelas empresas VTsIOM, M-Vector, Ipsos, Expert Fikri e Qafqaz em 11 países da antiga URSS a pedidos da agência de informações e rádio Sputnik.

Opinião de residentes de 11 países da antiga União Soviética sobre a vida na URSS antes e depois do seu colapso

© Sputnik/Opinião de residentes de 11 países da antiga União Soviética sobre a vida na URSS antes e depois do seu colapso

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Maquiavel e a ruptura com o pensamento político da antiguidade clássica

O pensamento político moderno possui raízes na antiguidade clássica, isto é, existem elementos que são resgatados em um novo patamar. Por outro lado, deve-se ter cuidado com o anacronismo, bem como com o equívoco de tentar entender a relação entre estes dois momentos a partir de uma evolução linear entre a Grécia antiga e a sociedade capitalista – considerando o período medieval como mero interregno. Na verdade, só é possível apreender a política moderna com base nas rupturas estabelecidas com o pensamento político da antiguidade clássica. Trata-se de uma superação que ao mesmo tempo incorpora vários aspectos. Alguns deles são evidentes: na formação da própria polis, a separação entre o público e o privado, entre o civil e o militar, o religioso e o laico. Continuar lendo “Maquiavel e a ruptura com o pensamento político da antiguidade clássica”

Os Guarani e a contínua agonia e morte nas margens das rodovias

Sem a demarcação das terras, as comunidades Guarani Mbya vivem sob as lonas e sob as rodas dos caminhões nas margens das rodovias, estaduais e federais, no Sul do país.

Cotidianamente repetem-se nos acampamentos indígenas as situações de dor, sofrimento e morte. Desta vez foi vitimado, pelas rodas de um caminhão, Lucas Fernandes (na foto), de apenas 36 anos de idade. Homem que lutava, juntamente com sua comunidade, pela possibilidade de ter uma vida longe do asfalto e da morte prematura. Continuar lendo “Os Guarani e a contínua agonia e morte nas margens das rodovias”