Sete frases de Lenin que retratam a atual situação no Brasil

O líder do Partido Bolchevique, que encabeçou a revolução socialista de outubro de 1917, é detentor de uma vasta obra teórica e de propaganda.

Lenin escreveu diversos artigos em jornais, livros e folhetos de agitação para a militância revolucionária de sua época e a classe trabalhadora, camponesa e os saldados russos. Não é nenhum exagero dizer que, muito do que ele escreveu e analisou, não perdeu a atualidade, ainda mais nos dias de hoje em que o Brasil enfrenta problemas complexos decorrentes da crise do sistema capitalista mundial.

Quando se completam exatos cem anos do regresso de Lenin à Rússia, recordamos algumas frases espalhadas por vários escritos do líder revolucionário.

1. “Quando a indústria prospera, os patrões obtêm grandes lucros e não pensam em repartir com os operários. Mas durante a crise os patrões tratam de despejar sobre os ombros dos operários os prejuízos.” (Sobre as greves)

2. “Os governos são empregados da classe dos capitalistas. Os empregados são bem pagos. Os empregados são os próprios acionistas. E em conjunto tosquiam os carneirinhos ao som dos discursos sobre ‘patriotismo’…” (Os armamentos e o capitalismo)

3. “A propriedade privada baseada no trabalho do pequeno patrão, a livre concorrência, a democracia, todas essas palavras de ordem por meio das quais os capitalistas e a sua imprensa enganam os operários e os camponeses, pertencem a um passado distante. O capitalismo transformou-se num sistema universal de subjugação colonial e de estrangulamento financeiro da imensa maioria da população do planeta por um punhado de países ‘avançados’.” (Imperialismo, fase superior do capitalismo) Continuar lendo “Sete frases de Lenin que retratam a atual situação no Brasil”

Kim Jong-un

Por Lincoln Secco.

A Coréia do Norte é um país. Esta verdade simples é inaceitável para a maior parte da imprensa mundial. É como se aquela nação não tivesse o direito de existir. Seria uma monarquia comunista, um país faminto e obsoleto ou uma ditadura sanguinária e terrorista.

Ainda que todas as coisas acima ditas fossem verdadeiras, nós acharíamos várias delas em outros países do mundo apoiados pelo “Ocidente”. Por isso, ninguém está interessado no povo da Coréia do Norte e muito menos em “libertá-lo”.

Depois de ocupada pelo Japão, a Coréia foi de fato libertada pelos aliados em 1945. A luta entre os comunistas e seus inimigos já mantinha o país dividido. Em 1950, depois da desocupação, iniciou-se a Guerra Civil. Os EUA invadiram o norte e capturaram a capital, Pyongyang, em outubro de 1950. Em apoio às tropas de Kim Il Sung, os chineses entraram secretamente na Coréia do Norte e iniciaram uma ofensiva. Depois de conquistarem Seul, os chineses sofreram a contra-ofensiva e recuaram até o famoso paralelo 38, que divide as duas Coréias. As lutas encarniçadas por posições no território coreano se prolongaram até julho de 1953. Continuar lendo “Kim Jong-un”

Um comitê para gerir os negócios da burguesia

Márcio Sotelo Felippe

“Um comitê para gerir os negócios da burguesia”. É assim que Marx, no Manifesto Comunista, se refere ao Estado. A frase de Marx, um tanto quanto retórica, expressa uma condição estrutural sempre oculta pela ideologia que faz ver a aparência como essência. A lista Fachin é um raro momento em que as sombras se dissolvem. Um raro momento em que se vê as entranhas do capitalismo. Raro demais para ser desperdiçado em análises que se esgotem na moralidade dos indivíduos ou em críticas ao sistema eleitoral e reivindicações por sua reforma, ainda que isto tudo seja pertinente. Continuar lendo “Um comitê para gerir os negócios da burguesia”